Magnésio ou creatina: qual suplemento é melhor?


O uso de suplementos como magnésio e creatina tem se popularizado, seja para melhorar o desempenho físico, reduzir fadiga ou manter a saúde metabólica equilibrada.
Atletas, praticantes de diversas atividades físicas e até influenciadores procuram entender qual é o melhor, porém, apesar de ambos desempenharem funções importantes no organismo, eles funcionam de formas distintas.
O magnésio é essencial para diversas funções metabólicas e neuromusculares, enquanto a creatina se destaca pelo papel na recuperação e no desempenho físico. Segundo especialistas, a resposta depende do objetivo individual e das necessidades nutricionais de cada um.
Além de explicar as diferenças entre os dois compostos, profissionais da saúde destacam como a suplementação pode ser feita de forma segura e eficiente. Confira:
- O magnésio e sua importância para o corpo
- Diferenças entre os tipos de magnésio
- A creatina e sua atuação no desempenho físico
- Magnésio vs. creatina: qual é melhor?
- Como escolher o suplemento ideal?
O magnésio e sua importância para o corpo
O magnésio é um mineral essencial envolvido em mais de 300 reações bioquímicas no organismo, incluindo a regulação da contração muscular, a produção de energia celular e a função neurológica.
Ele também tem um papel fundamental na saúde óssea e na regulação hormonal. Segundo a ginecologista, o magnésio tem uma atuação mais ampla no metabolismo geral, regulando funções celulares, controle glicêmico e contração muscular.
“Em pessoas com resistência à insulina, ele contribui para o equilíbrio glicêmico”, disse Priscila Schramm, nutricionista e mestre em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Maira ainda explica que a deficiência de magnésio pode estar ligada a problemas metabólicos, com estudos que demonstram que a falta do mineral no corpo está associada a maior risco de resistência à insulina, diabetes tipo 2, síndrome metabólica e obesidade.
Isso ocorre porque o mineral influencia a resposta inflamatória e a utilização da glicose pelas células, sendo essencial para o equilíbrio metabólico.
Outro benefício do magnésio é seu impacto no sistema nervoso e no sono. “Ela ajuda no relaxamento e pode auxiliar na melhora da qualidade do sono, além de reduzir o estresse e ansiedade, por sua influência nos neurotransmissores”, explica Priscila.
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Diferenças entre os tipos de magnésio
Existem diversas formas de magnésio disponíveis no mercado, cada uma com características específicas de absorção e indicação.
O cloreto de magnésio, por exemplo, tem alta biodisponibilidade e auxilia no equilíbrio eletrolítico, na função muscular e na digestão, mas pode ter leve efeito laxante.
Já o dimalato de magnésio combina magnésio com ácido málico. Segundo Priscila, ele “auxilia na produção de energia, sendo recomendado para fadiga e desempenho físico”, o que pode ser mais recomendado para pessoas com fadiga crônica, dores musculares e atletas que precisam de recuperação muscular eficiente.
Outras opções incluem o magnésio quelato, conhecido por sua alta absorção e benefícios para a saúde cardiovascular, e o glicinato de magnésio, que tem efeito relaxante e é indicado para quem deseja melhorar o sono e reduzir estresse.
A creatina e sua atuação no desempenho físico
Enquanto o magnésio tem um papel essencial na regulação metabólica e neuromuscular, a creatina é mais focada no fornecimento rápido de energia para o músculo.
Esse suplemento é amplamente utilizado por atletas e praticantes de exercícios intensos devido à sua capacidade de aumentar a força, a potência e a recuperação muscular.
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“A creatina tem um efeito mais direto no aumento da força e na recuperação muscular, pois melhora a disponibilidade de ATP (energia celular)”, destaca Maira. Isso significa que o suplemento é mais eficiente para esforços explosivos e de curta duração, como levantamento de peso e sprints.
Por mais que a creatina seja mais associada ao universo esportivo, alguns estudos sugerem que ela também pode ter benefícios cognitivos, ajudando na função cerebral e reduzindo a fadiga mental.
Magnésio vs. creatina: qual é melhor?
De acordo com Priscila, o magnésio e a creatina atuam de formas diferentes no organismo e, por isso, a comparação precisa ser feita segundo os objetivos individuais.
“Magnésio e creatina impactam o metabolismo energético, mas de formas diferentes”, explica Maira. “Enquanto o magnésio auxilia na função muscular e na prevenção de cãibras e fadiga, a creatina é mais voltada para o desempenho esportivo”.
Quem busca benefícios para a saúde geral, como melhora do sono, equilíbrio hormonal e suporte metabólico, pode se beneficiar mais com a suplementação de magnésio.
“O magnésio é essencial para funções metabólicas e musculares, regula contração muscular e participa da produção de energia celular. Já a creatina melhora o desempenho físico e a força ao aumentar os estoques de ATP nas células musculares”, disse a nutricionista.
Já quem deseja melhorar o desempenho físico, ganhar força e acelerar a recuperação muscular pode optar pela creatina.
Como escolher o suplemento ideal?
Para definir qual suplemento faz mais sentido na rotina, é importante considerar fatores como estilo de vida, alimentação e objetivos específicos.
A ginecologista afirma que caso o objetivo seja melhorar a saúde geral, o magnésio pode ser mais útil, por conta de seu impacto em diversas funções do organismo.
Para Priscila, ambos podem ser úteis para atletas e praticantes de exercícios intensos, já que ajuda na recuperação muscular e previne cãibras.
“Em especial, para mulheres com TPM ou menopausa, o magnésio pode ajudar no alívio de sintomas como irritabilidade e enxaqueca. Em pessoas com osteoporose ou risco de fraturas, auxilia na saúde óssea quando combinado com cálcio e vitamina D”
Porém, a suplementação deve ser feita com cautela. “O ideal é garantir a ingestão adequada de magnésio pela alimentação, por meio de alimentos como vegetais verdes, oleaginosas e leguminosas”, alerta Maira.
A nutricionista ressalta que o magnésio está presente em diversos alimentos, especialmente em fontes vegetais. Em oleaginosas como amêndoas, castanha-do-pará, nozes, em leguminosas como feijão e lentilha. Vegetais verdes escuros e cereais integrais também entram na lista.
Já a creatina pode ser uma aliada para quem busca melhorar a força e o desempenho nos treinos, mas não é essencial para todos. Antes de iniciar qualquer suplementação, a recomendação é buscar orientação profissional para avaliar as necessidades individuais e evitar excessos.
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Autor: Victória Anhesini