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Decisão do Copom derruba a Bolsa e dólar volta a subir mesmo após leilões

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de aumentar a taxa Selic em 1 ponto percentual, para 12,25% ao ano, e indicar dois ajustes de mesma magnitude para as próximas reuniões está ditando os rumos do mercado brasileiro nesta quinta-feira (12). Na Bolsa, as ações brasileiras passam por uma sangria e quase nenhuma das 86 presentes na carteira teórica do Ibovespa conseguiu arrancar uma valorização na primeira metade do pregão.

Às 12h, o Ibovespa acumulava uma queda de 1,88%, a 127.161,14 pontos. Apenas as ações da Marfrig (MRFG3) e Hapvida (HAPV3) operavam no positivo, com altas de 0,62% e 0,37%, respectivamente. O dólar, que abriu a sessão em queda, voltou a subir e se aproximar de R$ 6.

Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, explica que o cenário traçado pelo BC, de Selic a 14,25% ao ano já em março de 2025, torna o investimento em ações menos atrativo e penaliza especialmente aqueles nomes mais sensíveis a juros, com alto endividamento ou ligados à economia doméstica. Justamente os que lideram as quedas do Ibovespa no pregão.

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“Já está tendo um reflexo nas firmas que têm dívidas em CDI, pois os resultados monetários no primeiro trimestre de 2025 serão piores do que o planejado“, afirma Cruz. “Há alguns casos específicos, pois o impacto é maior em alguns setores, mas vemos o setor de supermercados, Magazine Luiza (MGLU3), que é uma companhia que tem muita dívida de curto prazo em CDI, sofrendo mais.”

O desempenho negativo do Ibovespa reverte a sequência de três pregões consecutivos de alta na Bolsa brasileira. Na quarta-feira (11), enquanto investidores aguardavam a decisão do Copom, o IBOV fechou o dia com um salto de 1,06%, na casa de 129 mil pontos.

Dólar em queda após leilão

Junto à decisão de subir a Selic, o Banco Central anunciou a realização de dois leilões de linha de até US$ 4,0 bilhões na manhã desta quinta-feira. O leilão de linha é o nome dado a uma operação conjugada de leilão de venda e de compra de moeda estrangeira no mercado interbancário de câmbio, na modalidade pós-fixado Selic. Na prática, o BC injeta dólares no mercado para tentar estabilizar a cotação.

O anúncio fez o dólar abrir a sessão a R$ 5,89, no menor patamar de abertura do mês de dezembro. Nos primeiros minutos do pregão, às 09h07, o dólar à vista chegou a cair 1,45% frente o real, cotado a R$ 5,8691.

“A sinalização de mais dois possíveis aumentos na mesma magnitude na Selic, caso as expectativas de inflação não sejam devidamente ancoradas, tem atraído fluxo de investidores para o Brasil, especialmente diante de avanços recentes no campo fiscal. Além disso, os dois leilões de linhas de dólar contribuem para aumentar a liquidez no mercado, aliviando as pressões sobre o câmbio”, diz Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T Câmbio.

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Mas a queda foi revertida ao longo da manhã e o dólar chegou à primeira metade do pregão, por volta de 12h40, com alta de 0,57%, a R$ 5,988.

Para Elson Gusmão, diretor de câmbio da Ourominas, os leilões de dólar do BC ajudam em uma pequena queda do dólar, mas tem efeito limitado. “Como é leilão já com compromisso de recompra, não seria ‘dólar novo’, por isso acredito que terão efeito limitado.”

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Autor: Luíza Lanza

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