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Entre acionista da Bradespar (BRAP4) e dividendo, mercado vê duas ‘pedras no caminho’

Holding 100% investida em Vale (VALE3) passa por momento ‘turbulento’, segundo BTG Pactual. Foto: Divulgação/Vale

A Bradespar (BRAP4), conhecida por distribuir a acionistas um alto percentual de dividendos, deve enfrentar algumas dificuldades em 2024. Analistas e investidores esperam uma receita mais fraca para a holding devido à uma turbulência prevista para os resultados da mineradora Vale, onde aloca hoje 100% de seu capital investido.
O pessimismo não acaba por aí: a Bradespar enfrenta hoje uma ação bilionária no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A holding sofreu uma derrota ao entrar com um recurso na segunda instância e agora está na mão do STJ para saber o destino do processo de litígio movido pela Litel Participações. A expectativa é de que o recurso seja julgado no segundo semestre.
O mercado financeiro está mais pessimista em relação aos dividendos da Bradespar (BRAP4). Isso porque os proventos devem cair com uma perspectiva negativa sobre o resultado financeiro da Vale (VALE3) no primeiro trimestre.
A Bradespar (BRAP4) detém 3,34% do capital da mineradora.
Analistas esperam quedas no faturamento em vendas de minério de ferro, receita e, por fim, lucro da principal mineradora do Brasil.
O motivo de revisões pessimistas é a janela de baixa no preço do minério de ferro no mundo à medida em que a economia da China, principal compradora da matéria prima, vem dando sinais de enfraquecimento.
As ações da Bradespar (BRAP4) caem 19% ao ano, refletindo a insegurança de quem antes via o setor de mineração brasileiro com bons olhos. O Bank of America recentemente rebaixou de neutro para venda as ações da holding, além das de Vale e CSN Mineração (CMIN3).
Já o BTG Pactual rebaixou a Vale (VALE3) de compra para neutra, ao mesmo nível em que está avaliado o papel de Bradespar (BRAP4).
“Continuamos a ver Bradespar como uma das holdings mais caras dentro da nossa cobertura de análise, com desconto de 12,8%, considerando a ação da Litel. Com base em ações relacionadas, a Vale (VALE3) parece uma opção mais atraente de investimento”, disseram analistas do banco.
“Mas permanecemos neutros para ambos os casos.”
Não de hoje, a Bradespar enfrenta uma disputa bilionária na Justiça. A holding se tornou ré em um processo de litígio movido pela Litel Participações. Esta companhia chegou a investir na Vale pela Valepar junto à Bradespar, mas se desfez das ações da Vale em 2018.
No âmbito da ação, a Litel alega que a Bradespar violou cláusulas do contrato de indenização da Elétron S.A na venda das ações da Valepar e pede uma indenização de R$ 1,4 bilhões.
A holding já amargurou duas derrotas na Justiça, que deu ganho de causa à Litel. A expectativa é que o terceiro recurso seja julgado no segundo semestre de 2024.
A Bradespar afirma que está “monitorando” a ação no STJ, mas disse à investidores que, por enquanto, não provisiono  

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