PRIO recebe tão esperada licença para perfuração de Wahoo; quais próximos passos?


Após vários meses de espera, o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) concedeu a licença de perfuração para o campo de Wahoo, da PRIO (PRIO3). Com a emissão dessa licença, a petrolífera informou que começará imediatamente a mobilizar sua plataforma Hunter Queen para iniciar a campanha de perfuração na região.
Com isso, logo após a aprovação, a PRIO anunciou na noite de sexta-feira (28) a aprovação de um aumento de capital no valor de R$ 2,8 bilhões para o financiamento de projetos estratégicos.
O Goldman Sachs avalia a notícia como estrategicamente positiva para a PRIO e como um marco importante para o tieback (operação que interliga um reservatório de petróleo a uma plataforma já em operação visando cortar custos) de Wahoo, uma vez que a emissão da licença de perfuração era um dos gargalos para a continuidade do projeto Wahoo.
“O atraso no projeto até agora esteve principalmente associado às operações limitadas do IBAMA ao longo de 2024”, pontuam analistas. Embora o cronograma para o primeiro óleo do projeto ainda seja relativamente incerto (ainda dependendo da emissão de licenças adicionais, perfuração bem-sucedida dos poços e execução da instalação das linhas, como discutido abaixo), o Goldman Sachs espera uma reação positiva do mercado.
A PRIO deve realizar uma teleconferência sobre os resultados do 4º trimestre no dia 14 de março, às 15h (horário de Brasília). Analistas esperam que a gestão forneça mais detalhes sobre a continuidade do projeto (por exemplo, número de poços planejados para o primeiro óleo) para uma melhor avaliação do cronograma para a produção.
O Goldman Sachs acredita que o primeiro óleo ainda seja possível para o 2º semestre de 2025, mas dependerá de uma combinação de eventos, incluindo licenças adicionais, disponibilidade de fornecedores, entre outros.
Já o Morgan Stanley prevê que a instalação completa da infraestrutura submarina e o primeiro óleo sejam alcançados em cerca de seis meses após a emissão da Licença de Instalação.
Conforme o Morgan, cada poço levará cerca de 60 a 70 dias para ser perfurado. Enquanto isso, a firma aguarda a autorização de produção, que requer tanto a Licença Preliminar quanto a Licença de Instalação. Assim que o IBAMA aprovar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), o banco americano espera que a Licença Preliminar seja concedida em breve, com a Licença de Instalação sendo liberada aproximadamente um mês depois.
Embora a obtenção da licença de perfuração tenha sido um marco importante, a Licença de Instalação continua sendo um fator crítico no cronograma do projeto. O plano atual da PRIO é usar uma embarcação de apoio para assentamento de dutos da Sapura para instalar a infraestrutura de tieback.
De acordo com o Morgan, o timing da Licença de Instalação é crucial devido à janela de disponibilidade do navio de lançamento de oleodutos. Se a licença for concedida dentro dos próximos dois meses, o banco acredita que a PRIO poderá prosseguir conforme o planejado, garantindo que o primeiro óleo seja alcançado ainda este ano. No entanto, se a aprovação for adiada, a PRIO poderá precisar negociar soluções alternativas com outras firmas.
O Morgan manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 60.
Com a entrada operacional de Wahoo e retomada do processo de licenciamento ambiental para as demais operações da firma, a Genial Investimentos acredita que a PRIO deva passar a negociar a múltiplos mais interessantes que os atuais.
Diante disso, a Genial reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 70.
Próximos passos
Segundo o Goldman, os próximos passos incluem a emissão da licença de instalação, seguida pela execução da instalação das linhas (que pode ocorrer paralelamente à perfuração dos poços, dependendo do cronograma para a emissão dessa licença de instalação).
“A PRIO também precisará chamar uma embarcação para a instalação das linhas, que, para referência, a gestão recentemente apontou que pode levar cerca de 2 meses para chegar ao Brasil (e mais 2 meses para a execução da instalação das linhas em si)”, explica o Godman.
O primeiro óleo pode ocorrer com 2 ou mais poços. Por questões técnicas, a PRIO perfurará dois poços em paralelo para acelerar o processo. Se toda a infraestrutura estiver pronta quando os dois primeiros poços forem perfurados, o primeiro óleo pode acontecer.
Caso contrário, o Goldman explica que a firma pode perfurar os 4 poços (com produção potencial de mais de 40 mil barris por dia) e iniciar a produção quando esses poços e a infraestrutura estiverem prontos.
O Goldman Sachs reiterou recomendação de compra para PRIO e preço-alvo de R$ 60,60.
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Autor: Felipe Moreira