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Tarifas de Trump: Goldman Sachs lista as ações de frigoríficos mais prejudicadas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anuncia às 17h desta quarta-feira (2) o tão aguardado pacote tarifário que pode mexer com as economias de diferentes países do globo. Especialistas ouvidos nesta matéria veem volatilidade à frente, mas apostam que parte dos riscos já está precificada. Eventuais surpresas, no entanto, podem azedar o humor dos mercados. Diante desse cenário, o Goldman Sachs listou as ações de frigoríficos que podem ser as mais afetadas pelas tarifas de Trump.

Entre os papéis de sua cobertura, o banco acredita que a BRF (BRFS3) está relativamente mais protegida, enquanto a JBS (JBSS3) pode enfrentar uma leve pressão de curto prazo, já que um cenário mais protecionista poderia redirecionar mais volumes para o mercado doméstico e pressionar margens nos Estados Unidos.

Já a Minerva (BEEF3) pode sofrer o impacto mais relevante nos lucros no curto prazo com as tarifas, pois a firma obtém 15% de suas vendas a partir de exportações para os EUA. O Goldman pondera, no entanto, que a firma também tem capacidade de redirecionar seu portfólio e exportar itens do Uruguai e da Argentina, que têm seus próprios acordos comerciais individuais com os Estados Unidos.

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Em um cenário hipotético em que os EUA apliquem uma tarifa única sobre todas as suas importações, o restante do mundo poderia retaliar com tarifas recíprocas proporcionalmente mais altas sobre as exportações americanas, desencadeando o que eventualmente poderia se transformar em uma guerra comercial global, na visão do Goldman.

“Esse cenário poderia trazer riscos específicos para a JBS, já que 8% de suas vendas vêm de exportações dos EUA. Por outro lado, acreditamos que isso poderia criar novas oportunidades comerciais para a Minerva preencher essas lacunas potenciais, pois a firma tem se consolidado como um fornecedor líder e de baixo custo para os principais mercados globais de carne bovina”, diz o banco em relatório.

Caso outros países apliquem tarifas adicionais sobre as exportações americanas, os volumes de vendas de carne suína e carne de frango nos Estados Unidos poderiam ser redirecionadas para o mercado doméstico, pressionando os equilíbrios atuais de oferta e demanda e adicionando riscos de queda aos preços e margens dos frigoríficos. “A JBS, mais uma vez, seria o nome mais impactado em nossa cobertura, já que 7% e 13% de sua composição de vendas vêm das vendas domésticas de carne suína e de frango, respectivamente, nos EUA”, afirma.

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Autor: Beatriz Rocha

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