Apple supera Nvidia e volta a ser a empresa mais valiosa do mundo
A Apple recuperou nesta sexta-feira o posto de firma mais valiosa do mundo, tomando o lugar da Nvidia. Investidores têm buscado a segurança atribuída à fabricante do iPhone em meio a preocupações com os gastos das firmas em inteligência artificial (IA).
As ações da Apple caíram 1,2% nesta sexta-feira, levando seu valor de mercado a US$ 5,03 trilhões. Já os papéis da Nvidia recuaram 4,2%, encerrando o pregão com valor de mercado de US$ 4,93 trilhões. Foi a primeira vez que a Apple superou a Nvidia desde que ocupou brevemente o posto no fim de julho.
A queda das ações ocorreu em um dia em que várias grandes firmas de tecnologia decepcionaram com seus resultados, entre elas Intel e Amazon.
Os balanços vieram depois de resultados também considerados decepcionantes de Alphabet e Meta Platforms, entre outras companhias. Os números reacenderam as preocupações com as perspectivas para os gastos em IA — área na qual a Apple praticamente não tem direcionado recursos.
Apple retoma a liderança
O receio de que os elevados investimentos em infraestrutura de computação para IA não tragam retorno tem favorecido a Apple. A companhia manteve sob controle seus investimentos em bens de capital e, por isso, é de longe a firma com melhor desempenho entre as chamadas Sete Magníficas neste ano.
As ações da Apple acumulam alta de 27% em 2026, mais que o dobro da valorização da Nvidia, que ocupa o segundo lugar e é uma das principais beneficiárias dos investimentos em IA.
Os gastos com IA cresceram tanto que firmas como Alphabet e Amazon passaram a registrar fluxo de caixa livre negativo, o que as levou a recorrer cada vez mais ao mercado de dívida para financiar suas operações. Ao mesmo tempo, a alta das taxas de juros encarece os empréstimos.
A Apple, por outro lado, deve registrar crescimento de 38% em seu fluxo de caixa livre no ano fiscal de 2026, encerrado em 30 de setembro, para US$ 142 bilhões.
O índice Nasdaq 100, que reúne principalmente firmas de tecnologia, caiu 6,7% em outubro, no pior desempenho mensal desde março de 2025. A CoreWeave e o Nebius Group, firmas que operam centros de dados e oferecem serviços de computação para IA, recuaram mais de 30% no mês.
Com o tombo desta sexta-feira, a Intel acumulou queda superior a 45% em outubro, a maior perda mensal desde o início da série histórica da Bloomberg, há mais de 40 anos.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Bloomberg