Bitcoin a US$ 1,6 milhão até 2036? Entenda a aposta de uma gestora americana
A Bitwise, gestora americana de criptoativos, elevou sua projeção para o preço do bitcoin (BTC) daqui a dez anos. E olha que, apesar da calmaria recente da maior criptomoeda do mercado, os analistas da casa estão bem bullish (termo usado para quem aposta na alta).
A expectativa é que uma unidade da moedinha digital criada pelo misterioso Satoshi Nakamoto passe a valer US$ 1,6 milhão até 2036. Considerando os US$ 80 mil desta quinta-feira (29), isso representaria uma alta de 1.900%, com retorno anual composto de 34%. Muita coisa, né?
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Como a projeção foi feita?
A matemática por trás da projeção leva em consideração dois fatores: o tamanho dos mercados e quanto o bitcoin pode abocanhar deles na próxima década. Vamos por partes.
O mercado global de reserva de valor – que inclui ativos como o ouro – deve pular dos atuais US$ 31,1 trilhões para US$ 110 trilhões na próxima década. Já o mercado de investimentos institucionais tem projeção de crescimento de US$ 139,7 trilhões para US$ 303 trilhões. As estimativas foram construídas pela própria gestora a partir de dados históricos e hipóteses.
No cenário-base, a expectativa é que o bitcoin abocanhe (junto com ouro) 25% do mercado de reserva de valor e 1% do mercado de investimentos institucionais. Por isso o otimismo.
A casa também está mais confiante na capacidade do bitcoin de atrair firmas conhecidas do mercado monetário. Plataformas de gestão de patrimônio, como Wells Fargo e Merrill Lynch, estão abrindo espaço para a criptomoeda, enquanto bancos centrais e fundos soberanos também vêm se aproximando do ativo.
Dá para confiar?
Previsões têm matemática por trás, sim, mas também têm um bocado de “adivinhômetro”. Afinal, ninguém consegue prever o futuro com precisão (basta acompanhar o noticiário político no Brasil). Por isso, analistas costumam alertar que essas projeções não devem ser tomadas como verdade absoluta.
Além disso, a maior parte do dinheiro que busca ativos de reserva de valor ainda vai para o brilhante ouro, que tem um histórico muito mais longo que o bitcoin, segundo a gestora. A criptomoeda também continua sujeita a quedas expressivas, enquanto mudanças regulatórias e avanços na computação quântica – que anda assombrando o mercado cripto – podem trazer novos riscos para o setor.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h20
Bitcoin (BTC): -1,72%, US$ 80.068,67
Ethereum (ETH): -2,21%, US$ 2.315,11
BNB (BNB): -1,56%, US$ 741,57
XRP (XRP): -3,06%, US$ 1,28
Solana (SOL): -2,73%, US$ 100,03
Outros destaques do mercado cripto
Corrida das licenças cripto continua. As firmas que querem operar regularmente com criptoativos no Brasil continuam enviando pedidos de autorização ao Banco Central. Só ontem, mais sete firmas apresentaram a papelada. Com isso, o total chegou a 24, segundo levantamento do grupo monetário Cainvest. Vale lembrar que o prazo para solicitar autorização termina nesta sexta-feira (30). Depois disso, as firmas que não tiverem feito o pedido terão de encerrar suas operações no país, conforme as regras de transição.
Blockchain na construção civil brasileira. Cripto não é só investimento. A blockchain, tecnologia por trás desses ativos, tem outras aplicações. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por exemplo, lançou um guia com orientações sobre o uso desse sistema na construção civil. A proposta é integrar a blockchain a ferramentas como a internet das coisas (IoT) para melhorar a gestão da produção, otimizar processos e reduzir desperdícios.
IA encontra falhas no bitcoin. Uma ferramenta de inteligência artificial ajudou a encontrar três falhas de segurança no Bitcoin Core, software usado para verificar transações na rede do bitcoin. Uma delas permitia que invasores derrubassem computadores que ajudam a manter a rede funcionando. Os problemas já foram corrigidos, e os desenvolvedores devem revelar outras três vulnerabilidades nas próximas duas semanas.
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Autor: Lucas Gabriel Marins