Bitcoin fica estável na semana, mas criptomoeda de blockchain “diferentona” sobe 45%
O bitcoin (BTC) caminha para terminar a semana praticamente estável, na faixa dos US$ 82 mil. Os day traders não gostam muito disso, já que lucram mais com o sobe e desce. Mas essa estabilidade é vista por muita gente como um sinal de maturidade da cripto.
As entradas mais fracas nos ETFs americanos (preferidos dos investidores cheios da grana) e a inflação ainda alta nos Estados Unidos não estão ajudando muito o apetite por risco. É aquele papo de que inflação persistente pode dificultar novos cortes de juros no país, o que costuma pesar sobre ativos mais arriscados, como as criptomoedas.
Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, afirma que, no curto prazo, os US$ 80 mil são o principal nível de suporte do bitcoin. “Recuperar os US$ 82 mil seria o primeiro sinal de melhora; perder os US$ 80 mil aumentaria o risco de um novo teste na região dos US$ 77 mil”.
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A cripto que subiu 45%
Entre as principais altcoins, o cenário é parecido. Ethereum (ETH), solana (SOL) e outras criptomoedas de grande valor de mercado acumulam leves perdas na semana, sem grandes movimentos de alta.
Mas uma moeda menos conhecida chamou a atenção: a celestia (TIA), que ocupa a 83ª posição no ranking de valor de mercado e não costuma estar sob os holofotes. O token avançou 45% nos último sete dias, para US$ 0,69.
Motivos? O projeto anunciou dois movimentos importantes. O primeiro foi uma proposta para tornar o modelo de negócios da rede mais sustentável financeiramente. O segundo foi um teste que mostrou que sua tecnologia conseguiu transmitir grandes volumes de dados em alta velocidade.
As novidades, segundo alguns analistas, podem ter reforçado as expectativas dos investidores em relação ao projeto e contribuído para a valorização do token.
O que é a celestia (TIA)?
A blockchain da celestia é “diferentona” e segue um modelo chamado modular. Vamos por partes.
Enquanto as redes de bitcoin e ethereum, por exemplo, cuidam de várias etapas das transações dentro de seus próprios sistemas, a celestia se especializa em uma tarefa: garantir que os dados de outras blockchains estejam disponíveis para consulta e verificação.
Na prática, ela funciona como uma infraestrutura que outras redes podem usar para organizar e disponibilizar seus dados, sem precisar fazer tudo sozinhas.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h
Bitcoin (BTC): +2,88%, US$ 82.043,11
Ethereum (ETH): +4,90%, US$ 2.479,58
BNB (BNB): +1,90%, US$ 734,22
XRP (XRP): +3,07%, US$ 1,34
Solana (SOL): +4,32%, US$ 106,29
Outros destaques do mercado cripto
Exchange global corta o Pix. A exchange global Bitfinex, que chegou ao Brasil em 2022, comunicou aos clientes que vai encerrar o suporte ao Pix no país e suspender o serviço com a stablecoin USDT. O movimento ocorre poucos dias antes do prazo para firmas solicitarem licença ao Banco Central para atuar regularmente no mercado brasileiro.
Maior tesouraria cripto do mundo sob pressão. A Strategy, maior firma de capital aberto detentora de bitcoin do mundo, pode ficar de fora de índices da MSCI, uma das principais firmas globais de criação de índices do mercado monetário, usados como referência por fundos de investimento. Motivo? A MSCI vai adotar novas regras para excluir firmas cujos ativos são concentrados em investimentos. Michael Saylor, presidente da Strategy, disse que a medida é discriminatória.
Mastercard abraça stablecoins. As gigantes de pagamentos abraçaram de vez as stablecoins, hein? Olha só essa: a Mastercard lançou, em parceria com a BVNK, uma infraestrutura que permite a bancos, fintechs e firmas integrar moedas tradicionais e essas criptos famosinhas a seus serviços. A solução oferece contas em diferentes moedas, conversão em tempo real, cartões vinculados a stablecoins e pagamentos internacionais.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins
