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CVM testa tokenização de ações, debêntures e fundos. Entenda a iniciativa

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu o pontapé inicial, na quarta-feira (14), em seu programa piloto para testar a tokenização no mercado de capitais.

O que é isso? A ideia é testar diferentes etapas do caminho percorrido por ações, debêntures, certificados de recebíveis, cotas de fundos de investimento e outros valores mobiliários em blockchain e outras redes de registro distribuído.

Esse caminho inclui emissão, oferta, distribuição, negociação, escrituração, custódia, depósito centralizado e liquidação dos ativos. Bastante coisa.

O presidente da CVM, Otto Lobo, afirmou que a tokenização já está transformando a infraestrutura do mercado de capitais e pode ampliar a eficiência, a inovação e o acesso a novos modelos de negócios.

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Por que isso importa?

Hoje, a emissão e a negociação de valores mobiliários envolvem diferentes etapas, sistemas e participantes. A tokenização pode simplificar parte desses processos, reduzir a necessidade de intermediários e diminuir custos, segundo especialistas. Dependendo do modelo adotado, essa economia pode até chegar ao investidor.

Quanto tempo vai durar?

O programa terá duração inicial de 60 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 30 dias. A contagem começa no primeiro dia útil após o encerramento do prazo para a apresentação das propostas de redes de teste.

Detalhe: o piloto não prevê a participação de investidores reais, e as operações serão feitas com ativos e recursos fictícios, ok? As propostas para criar e administrar as redes de teste podem ser apresentadas por associações representativas de instituições do mercado de valores mobiliários e por entidades autorreguladoras que integrem o Grupo de Trabalho de Tokenização da CVM, criado neste ano.

Tokenização com tempero brasileiro

E não é só a CVM que está de olho em tokens, não. Na semana passada, por exemplo, a B3 sinalizou que pretende lançar ações tokenizadas no início de 2027. A Anbima também tem um projeto-piloto de tokenização, com resultados previstos para novembro.

E outra: apesar de o setor ainda estar em desenvolvimento, ele já movimenta cifras altas no Brasil. Segundo dados da plataforma RWA Monitor, a tokenização no país já captou R$ 12 bilhões. Entre os segmentos que aparecem nesse mercado estão os setores monetário, agrícola, imobiliário, tecnológico e de energia.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h

Bitcoin (BTC):  -2,88%, US$ 80.943,11

Ethereum (ETH): -5,47%, US$ 2.365,58

BNB (BNB): -2,95%, US$ 719,22

XRP (XRP): -4,69%, US$ 1,30

Solana (SOL): –4,41%, US$ 102,29

Outros destaques do mercado cripto

Cade aprova joint venture para criar stablecoin. Em junho, cerca de 100 firmas globais (com uma brasileira no meio) se juntaram para criar a Open Standard, firma responsável por desenvolver a stablecoin de dólar Open USD. Há cerca de duas semanas, as companhias notificaram a autoridade concorrencial brasileira sobre o projeto. Ontem, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a joint venture formada por Visa, Mastercard, Coinbase, Stripe e Shopify.

R$ 12 bilhões em criptos de dólar. Hoje ainda é dia 15 de outubro, mas os investidores brasileiros já movimentaram pouco mais de R$ 12 bilhões em criptos pareadas ao dólar nas exchanges locais. Só em USDT, a maior stablecoin do mercado, foram R$ 9,62 bilhões. Já em USDC, a vice-líder, o volume chegou a R$ 2,93 bilhões. Em bitcoin e ethereum, para efeito de comparação, o total movimentado foi de pouco mais de R$ 3 bilhões.

Agentes de IA pagam em cripto. Os agentes de inteligência artificial estão começando a gastar dinheiro de verdade. Detalhe: com cripto. Segundo um relatório da Chainalysis, esses sistemas já fizeram mais de 138 milhões de pagamentos por meio do x402, protocolo ligado à Coinbase que permite a softwares pagar por serviços online automaticamente. A maioria das transações é de valores minúsculos, inferiores a US$ 0,10, para serviços como acesso a dados, ferramentas de programação e poder computacional.

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins

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