Bitcoin vive melhor 3º trimestre em 9 anos. O que esperar agora?
O bitcoin (BTC) caminha para fechar o terceiro trimestre com alta de 42%. É o melhor desempenho entre julho e setembro desde 2017, segundo dados da plataforma CoinGlass.
Alguns fatores ajudaram a impulsionar a criptomoeda. Houve forte movimentação no mercado de derivativos, as ações tokenizadas ganharam espaço nos Estados Unidos e os ETFs de bitcoin continuaram atraindo recursos.
Setembro, mês que historicamente costuma ser ruim para o bitcoin, também acabou dando uma ajudinha. O ativo digital acumula alta de cerca de 6% no mês e, se nenhuma reviravolta ocorrer nesta quarta-feira (30), deve encerrar na faixa dos US$ 83 mil.
Newsletter: quer saber mais sobre cripto? Assine o Morning Cripto do InvestNews!
E o que esperar agora?
A visão dos analistas é de que a criptomoeda deve continuar atraindo a atenção do mercado, apesar do avanço cada vez maior das stablecoins.
“O bitcoin segue como o ativo mais institucionalizado do setor, combinando escassez programada com uma infraestrutura financeira que continua amadurecendo”, diz Francis Wagner, analista de criptoativos da Hurst Capital.
Ele cita como destaque avanços como o Taproot Assets, protocolo que permite emitir e transferir diferentes tipos de ativos na rede do bitcoin, incluindo stablecoins.
O Mercado Bitcoin, que manteve o BTC em sua carteira de recomendações de criptos para outubro, diz que o ativo digital deve navegar em um cenário de demanda mais favorável, acompanhado de uma sazonalidade historicamente positiva.
“Outubro tem a maior mediana de retorno mensal do BTC desde 2011, próxima de 14%, o que deu origem ao apelido de Uptober”, diz a casa. O termo é uma junção de up (alta) e october (outubro), em inglês.
Mas há um alerta: segundo a exchange, a sazonalidade não garante uma alta.
No geral, os analistas agora mantêm no radar o cenário macroeconômico para os próximos meses. Entre os principais pontos de atenção estão a trajetória dos juros nos Estados Unidos, o fluxo de recursos para os ETFs de bitcoin e o comportamento da liquidez global.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h
Bitcoin (BTC): -0,77%, US$ 83.54434
Ethereum (ETH): -1,11%, US$ 2.687,54
BNB (BNB): +0,06%, US$ 764,23
XRP (XRP): +0,03%, US$ 1,51
Solana (SOL): -0,50%, US$ 119,26
Outros destaques do mercado cripto
CSD BR entra no mundo cripto. A CSD BR, firma brasileira que atua no registro e na infraestrutura de ativos monetários, valores mobiliários e apólices de seguros, anunciou ontem uma parceria com a Ripple, firma ligada ao ecossistema do XRP. Por quê? A firma vai usar o XRP Ledger, blockchain associada ao XRP, como uma camada adicional de registro e auditoria de ativos monetários. Detalhe: o projeto começa pelas cotas de fundos de investimento do BTG Pactual.
As dúvidas sobre a regulação persistem. A regulação cripto do Banco Central ainda gera dúvidas entre as firmas. Por isso, a Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABToken) encaminhou à autarquia uma consulta formal com questionamentos levantados por suas associadas. Dois pontos principais foram citados: o início das obrigações de reporte e o mecanismo de custódia de ativos digitais.
El Salvador abraça stablecoins. El Salvador foi o primeiro país do mundo a adotar o bitcoin como moeda de curso legal, ao lado do dólar. A ideia era estimular o uso da criptomoeda pela população, inclusive em remessas internacionais. Não funcionou como esperado. Em 2025, o país retirou do bitcoin o status de moeda de curso legal. Agora, recorre a outra classe de criptoativos para movimentar dinheiro: as stablecoins ligadas ao dólar.
O que achou dessa notícia? Deixe um comentário abaixo e/ou compartilhe em suas redes sociais. Assim deixaremos mais pessoas por dentro do mundo das finanças, economia e investimentos!
Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original
Autor: Lucas Gabriel Marins