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Calendário de balanços: Petrobras e Embraer concentram as atenções na semana

A semana de balanços do quarto trimestre traz peso-pesados da bolsa brasileira, como Petrobras e Embraer. Além das duas gigantes, nos próximos dias, diversos nomes do varejo também divulgam os resultados.

Saiba o que esperar os principais nomes da semana de 03/03 a 06/03:

Quarta-feira (4)

Ultrapar (UGPA3)

A rentabilidade do Grupo Ultra continua sob pressão nos próximos trimestres, porque a companhia precisa manter altos níveis de investimentos nas áreas de logística (Ultracargo) e transporte fluvial (Hidrovias do Brasil).

  • Margens pressionadas: no terceiro trimestre de 2025, o volume de investimentos operacionais (capex) cresceu 46% comparado ao mesmo período de 2024, o que tem pressionados as margens (o que sobra da receita depois das despesas e investimentos) e a lucratividade.
  • Venda dos postos Ipiranga: o Grupo Ultra contratou o BTG Pactual para assessorar a venda da rede Ipiranga. A operação, na outra ponta, poderia viabilizar a aquisição da Rumo Logística, que pertence a Cosan, segundo expectativas do mercado.
  • Preço-alvo da ação em 12 meses (consenso): R$ 27,40. Dividend yield (retorno com dividendos) em 12 meses (consenso): 6,55%

Rumo (RAIL3)

Segue em 2026 com desafios ligados principalmente à execução de grandes projetos de expansão: a companhia está investindo pesado na expansão ferroviária, incluindo a conclusão da nova malha até Mato Grosso e ampliação de terminais.

  • Concessões: enfrenta incertezas sobre a renovação ou reestruturação de concessões importantes, como a Malha Oeste.
  • Fusões e Aquisições (M&A): mercado especula sobre a possibilidade de aquisição pelo Grupo Ultra, em meio às dificuldades financeiras da controladora Cosan, que divulga seus resultados em 09/03.
  • Preço-alvo em 12 meses (consenso): R$ 20,10. Dividend yield em 12 meses (consenso): 4,87%

Quinta-feira (5)

Petrobras (PETR4 e PETR3)

A petrolífera tem surfado a onda da alta do petróleo neste ano e já acumula uma valorização de quase 29%. A produção é destaque, puxada pelo crescimento nas áreas do pré-sal. Se a distribuição de dividendos tende a ser mais contida no quarto trimestre, as perspectivas para esse ano são bem melhores, com retornos na casa de 9% a 10% anuais ante os 6% a 7% do ano passado.

  • Preço do petróleo: apesar da recente alta, em meio a tensão entre EUA e Irã, os preços do petróleo no fim do ano passado estavam em um patamar mais baixo, na casa de US$ 60 o barril. Esse fator tende a pressionar os resultados relativos ao quarto trimestre especificamente.
  • Dividendos: as projeções apontam para o pagamento de US$ 1 bilhão em dividendos ordinários relativos ao quarto trimestre. O valor representa menos da metade dos US$ 2,2 bilhões do terceiro trimestre.
  • Preço-alvo em 12 meses (consenso): R$ 42,58 (PETR4) e R$ 41,67 (PETR3). Dividend yield em 12 meses (consenso): 9% (PETR4) e 8% (PETR3)

Lojas Renner (LREN3)

O cenário atual é marcado por crescimento mais moderado nas vendas das lojas já existentes há mais de um ano, maior pressão de rivais como C&A e Riachuelo, além das plataformas de e-commerce. Nesse contexto, a companhia tem sido questionada sobre ganhos de produtividade e de eficiência operacional.

  • Crescimento: A firma projetou crescimento anual de 9% a 13% até 2030.
  • Payout”: Expectativa de distribuição de lucros entre 50% e 80%, reforçando o perfil de pagadora de proventos.
  • Preço-alvo em 12 meses (consenso): R$ 19,10. Dividend yield em 12 meses (consenso): 5,22%

Sexta-feira (6)

Embraer (EMBJ3)

A Embraer encerrou o quarto trimestre de 2025 com carteira de pedidos (backlog) de US$ 31,6 bilhões, o maior nível já alcançado pela companhia. O mercado acompanha de perto a capacidade de aumentar a produção nas diferentes divisões (comercial, defesa e executiva), a gestão do backlog robusto e a evolução de novos negócios como o eVTOL da Eve, o “carro voador”.

  • Carteira de pedidos: o recorde na carteira de pedidos credencia a companhia a voos maiores em 2026. A Embraer planeja instalar uma fábrica de aviões comerciais na Índia, um dos maiores mercados de aviação do mundo.
  • Top Pick: É a ação preferida das casas de análise para o setor de bens de capital.
  • Defesa e Aviação Executiva: A parceria com a Northrop Grumman para o avião militar KC-390 e o lançamento dos novos jatos executivos Praetor 500E/600E são vistos como catalisadores para novas altas.
  • Preço-alvo em 12 meses (consenso): R$ 91,97. Dividend yield em 12 meses (consenso): 0,83%.

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Autor: Sérgio Tauhata

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