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CNP Assurances fecha acordo para comprar Prudential no Brasil e no México por US$ 4 bilhões

A seguradora francesa CNP Assurances firmou um compromisso de compra com a americana Prudential Financial para adquirir 100% dos negócios de seguros da companhia no Brasil e no México.

Avaliada em US$ 4 bilhões, a transação coloca o grupo europeu entre os cinco maiores conglomerados seguradores da América Latina.

Segundo a CNP, o movimento integra seu plano estratégico de acelerar a diversificação e a expansão na Europa e na América Latina.

Terceira maior do Brasil

No Brasil, a CNP Assurances ocupa a terceira posição do ranking setorial, a partir de sua operação conjunta com a Caixa Econômica Federal.

Com a aquisição, a seguradora vai incorporar a rede de 2.500 franqueados (life planners) já consolidada pela Prudential no Brasil.

“Encontrar o comprador de longo prazo ideal era essencial para nós — alguém que reconhecesse o valor do que foi construído e tivesse recursos e compromisso para continuar investindo”, afirmou o presidente de Mercados Emergentes da Prudential Financial, David Legher.

A operação nacional da companhia americana atende 6,9 milhões de segurados. Em 31 de dezembro de 2025, a operação brasileira gerou uma receita de € 1,3 bilhão.

A fatia brasileira do negócio será formalmente incorporada por meio da CNP Seguradora, subsidiária local da matriz francesa.

“Essa transação com a Prudential Financial nos permite dar mais um grande salto na região”, afirmou a CEO da CNP Assurances, Marie-Aude Thépaut.

“Já consolidados no Brasil, que é nosso segundo maior mercado no mundo, reforçamos nossa presença em um país estratégico e, ao mesmo tempo, expandimos para o México, outro mercado com expressivo potencial.”

Entrada no México

O acordo também abre as portas do mercado mexicano para a CNP Assurances, via CNP Assurances Holding.

A Prudential of Mexico encerrou 2025 com receita de € 100 milhões, alavancada por uma estrutura estabelecida de consultores de seguros locais, conhecidos como agentes de seguros y fianzas.

Pelos cálculos do grupo francês, o investimento projeta uma taxa interna de retorno (TIR) de 15%.

A conclusão do negócio está sujeita às autorizações regulatórias habituais em ambas as jurisdições, incluindo o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep), no Brasil. A previsão é de que deve ocorrer ao longo do segundo semestre de 2027.

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Autor: Sérgio Tauhata

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