Criptomoeda solana marca data de upgrade. O que muda para o investidor?
A solana (SOL), sétima maior criptomoeda do mercado, vai passar por uma nova atualização no dia 21 de outubro, daqui a exatamente uma semana.
Chamado Alpenglow, o upgrade vai mudar a maneira como os validadores entram em acordo sobre quais blocos são válidos e quando uma transação pode ser considerada definitiva.
Calma, vamos explicar.
Os validadores são computadores que participam da operação da rede, verificando transações e ajudando a garantir que todos concordem sobre o que acontece na blockchain. São como os funcionários de um banco que conferem as operações e ajudam a garantir que tudo esteja correto.
Já os blocos são conjuntos de informações que reúnem transações e são adicionados à sequência que forma a blockchain. No exemplo do banco, seriam como páginas de um livro de registros, nas quais várias operações são anotadas antes de serem incorporadas ao histórico das movimentações.
Tudo isso é um papo técnico para dizer que as transações poderão ser finalizadas muito mais rápido.
De aproximadamente 12,8 segundos para cerca de 150 milissegundos – ou 0,15 segundo, para ser exato. Essa é a meta divulgada pela solana.
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Quais os impactos?
O Julián Colombo, diretor sênior de políticas públicas e estratégia para a América do Sul na Bitso, acredita que, em um cenário em que stablecoins e pagamentos digitais ganham escala, redes de alta performance tendem a se destacar. Nesse contexto, a solana estaria bem posicionada para aproveitar esse movimento.
Segundo a equipe de research do Mercado Bitcoin, a mudança pode aproximar a experiência com a blockchain da criptomoeda daquela oferecida por aplicações financeiras em tempo real.
O que significa para o investidor?
A solana aparece com frequência nas listas de criptomoedas recomendadas por firmas do mercado brasileiro, ao lado de bitcoin (BTC) e ethereum (ETH). Dá uma olhada na lista de outubro.
Uma atualização tecnológica, no entanto, não significa necessariamente valorização no curto prazo, segundo analistas. O impacto sobre o SOL dependerá, entre outros fatores, da capacidade de a mudança atrair usuários, ampliar a atividade econômica da rede e fortalecer seu ecossistema.
Por isso, mais do que acompanhar a data do upgrade, vale observar os indicadores de uso da blockchain nas semanas e nos meses seguintes, de acordo com especialistas. A melhoria técnica só terá um efeito econômico mais relevante se vier acompanhada de maior demanda por seus serviços e ativos.
E vale lembrar: o mercado de criptomoedas é volátil. Uma mudança positiva na tecnologia não elimina os riscos do investimento nem garante retorno, seja no curto ou no longo prazo.
Como está a SOL hoje?
Na manhã desta quarta-feira (14), a SOL é negociada na faixa dos US$ 106, com leve alta de 0,57%. No acumulado de sete dias, a criptomoeda recua 9,24%. Já no intervalo de um mês, registra alta de 4,83%.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h
Bitcoin (BTC): +0,17%, US$ 83.320,11
Ethereum (ETH): +0,38%, US$ 2.500,58
BNB (BNB): +0,39%, US$ 741,22
XRP (XRP): +0,81%, US$ 1,36
Solana (SOL): +0,57%, US$ 106,09
Outros destaques do mercado cripto
Setor imobiliário lidera tokenização no Brasil. A tokenização continua crescendo no Brasil, mas um segmento se destacou em setembro: o imobiliário. O setor captou R$ 54 milhões no período, o equivalente a 75,6% de toda a captação via tokens. Os ativos digitais emitidos no setor estão ligados principalmente a operações de crédito imobiliário, como as Cédulas de Crédito Imobiliário (CCIs), e a projetos de loteamentos residenciais.
Coreia do Sul amplia cerco a exchanges. A Coreia do Sul vai bloquear os sites de 27 exchanges de criptomoedas estrangeiras que operam sem registro no país, incluindo KuCoin, BitMart e MEXC. A medida amplia as restrições adotadas no ano passado contra os aplicativos dessas plataformas. Segundo a autoridade financeira do país, investidores que utilizam essas corretoras podem enfrentar dificuldades para acessar ou retirar seus ativos.
França quer taxar trocas por stablecoins. A França quer ampliar a cobrança de 31,4% sobre ganhos com criptomoedas para incluir trocas de ativos digitais por stablecoins reguladas pela União Europeia. A proposta integra o orçamento de 2027 e prevê a aplicação da regra a partir de janeiro. Para a Chainalysis, a medida pode incentivar investidores a recorrer a stablecoins fora das regras europeias.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins

