FGTS: antecipação do saque-aniversário sofre queda após novas regras, segundo associação
A antecipação do saque-aniversário do FGTS, que nos últimos anos se consolidou como uma alternativa rápida de crédito para milhões de trabalhadores, vive agora uma mudança de cenário.
Desde que o Conselho Curador aprovou novas regras para a modalidade, que estão em vigor desde novembro de 2025, bancos e instituições financeiras começaram a registrar retração expressiva nas contratações.
Antecipação do saque-aniversário sofre queda após novas regras
Segundo a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), o volume liberado, antes em torno de R$ 3 bilhões mensais, caiu para aproximadamente R$ 600 milhões. Esse cenário representa uma queda de 80% na antecipação do saque-aniversário.
Por que o crédito ficou mais difícil?
As principais mudanças que entraram em vigor ajudaram a restringir o público apto a contratar a antecipação. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, entre elas, estão:
- Valor mínimo por parcela antecipada: trabalhadores precisam atingir um piso determinado para contratar o crédito, o que exclui quem tem saldo reduzido no FGTS.
- Carência de 90 dias: com as novas regras, quem entra no saque-aniversário precisa esperar três meses antes de fazer a primeira antecipação.
- Limite de anos antecipáveis: agora o trabalhador pode antecipar até cinco saques-aniversário dentro de um período de 12 meses. Depois desse período, só poderá adiantar mais três saques, equivalentes a três anos.
Acesso ao recurso
Entre os 26 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário, cerca de 9 milhões estão desempregados, e 74% dos que buscaram a antecipação têm restrições no nome, segundo a ABBC.
Conforme um levantamento das cinco instituições associadas à ABBC, a cada 100 trabalhadores ativos que já haviam contratado a antecipação do FGTS, apenas 25 tiveram o novo crédito aprovado.
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Além dessas mudanças, o custo também aumentou: com o risco de inadimplência mais alto, as instituições passaram a cobrar juros acima do antigo teto de 1,79% ao mês, tornando a antecipação menos atrativa para quem depende do FGTS como fonte imediata.
Colaborou: Giovana Sedano.
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Autor: Jéssica Anjos
