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Imposto de Renda 2026: 6 dicas para já se preparar para a declaração

A Receita Federal deve anunciar no dia 16 de março as regras do Imposto de Renda 2026. A expectativa é que o modelo siga o mesmo padrão adotado no ano passado, sem grandes mudanças.

Além das regras, a Receita irá informar o cronograma oficial de entrega da declaração e o calendário de pagamentos da restituição. Se seguir o formato adotado em 2025, o prazo para envio do IR deve começar em março e se estender até o final de maio.

Para Mafrys Gomes, sócio do Grupo MCR Contabilidade e Auditoria, mesmo sem mudanças estruturais, o momento exige atenção. “Ainda que a declaração seja semelhante à anterior, cada ano traz particularidades na vida financeira do contribuinte. Por isso, revisar informações e, se necessário, buscar orientação especializada faz toda a diferença”, afirma.

Para quem vai declarar o IR neste ano, especialistas dão dicas para tornar o processo mais fácil. Confira a seguir:

Medidas aprovadas em 2025 valem apenas para declaração de 2027

A Lei 15.270/2025, sancionada no ano passado, trouxe mudanças para o IR. Mas um ponto importante: as alterações serão observadas apenas na declaração anual de 2027, referente ao ano-calendário de 2026. As novas regras, como a ampliação da faixa de isenção para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil e os descontos para quem ganha até R$ 7.350, não afetam a declaração do IR 2026, correspondente ao ano-calendário de 2025.

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De acordo com Gomes, é importante que o contribuinte compreenda essa diferença para evitar confusões. “Muitas pessoas acreditam que as novas regras já impactarão a declaração de 2026, mas isso está incorreto. Como estamos falando do ano-base de 2025, as mudanças aprovadas recentemente só terão efeito prático na declaração que será entregue em 2027”, explica.

Organização em primeiro lugar

A principal orientação de Gomes para este momento é organização. “Recomendo que o contribuinte já comece a separar informes de rendimentos, comprovantes de despesas médicas e educacionais, além de documentos de bens e direitos. A antecipação evita erros e reduz significativamente o risco de cair na malha fina”, afirma.

O prazo para que firmas entregassem o informe de rendimentos aos funcionários terminou no dia 27 de fevereiro. As instituições financeiras e corretoras também deveriam disponibilizar os informes aos clientes até essa data.

Coerência na evolução patrimonial

A advogada Kecy Kohler Ceccato, sócia do Atra Advogados e especialista em direito firmarial e negocial, alerta que a evolução patrimonial do contribuinte deve ser coerente, no que se trata de bens, dívidas e rendimentos. “Atenção com a movimentação incompatível com a renda declarada”, alerta.

Como mostramos aqui, esse costuma ser o primeiro ponto analisado pelo Fisco, a partir de uma premissa simples: se o patrimônio de um contribuinte cresceu determinado montante, é esperado que ele tenha recebido recursos compatíveis com esse aumento, ainda que esses valores não tenham sido obtidos integralmente no mesmo ano.

Atenção redobrada a investimentos com volatilidade

Para investidores de ações, fundos imobiliários (FIIs), aplicações no exterior e criptoativos, Ceccato recomenda atenção redobrada. Ela ressalta a importância de declarar e compensar prejuízos, mecanismo que reduz a base de cálculo do IR e, consequentemente, o valor de imposto a ser pago.

Prudência com erros mais comuns

Também vale tomar cuidado com os erros mais comuns no IR. De acordo com a Receita Federal, em 2025, os problemas em despesas médicas foram o principal motivo de retenção, correspondendo a 32,6% do total.

Em seguida, apareceram os casos de omissão de rendimentos, que corresponderam a 30,8% das retenções, e as deduções – exceto despesas médicas –, que representaram 16% das retenções,. Diferenças entre o valor informado pelo contribuinte e o declarado pela fonte pagadora responderam por 15,1% dos casos. Os demais motivos somaram 5,5% das retenções em malha fina.

Cuidado ao escolher modelo de declaração

Outro cuidado, segundo Ceccato, do Atra Advogados, envolve a escolha do melhor modelo declaração, simples ou completo. “A decisão dependerá de quantidade de gastos com despesas médicas e educação, investimento em previdência privada do tipo Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e dependentes”, diz.

versão simplificada do IR possibilita um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis, até um limite de R$ 16.754,34. A declaração completa, por sua vez, proporciona o abatimento das despesas consideradas dedutíveis pela legislação, que são: gastos com dependentessaúdeeducação, previdênciapensão alimentícia e livro-caixa. Qualquer uma das despesas declaradas deve estar amparada por documentos, como recibos, nota fiscal e comprovante de pagamento. Todos devem conter a identificação (CPF ou CNPJ) tanto de quem recebeu o serviço como de quem o prestou.

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Autor: Beatriz Rocha

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