Mercados hoje: ata do Copom traz pistas sobre o que esperar dos cortes de juros no Brasil
Bom dia!
Nesta terça-feira (24), com os mercados globais mais amenos, os investidores se voltam à divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom. No encontro da semana passada, o colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, iniciando o ciclo de queda de juros. No entanto, o mercado busca pistas sobre o que o BC deve fazer daqui para a frente: vai manter um ritmo de conta-gotas na redução da taxa básica ou pode acelerar o passo? Lá fora, após a euforia de ontem, os investidores aguardam ações mais concretas sobre as eventuais negociações entre EUA e Irã para o fim do conflito.
Enquanto você dormia…
- O humor global entrou em um modo de cautela após o rali de ontem perder tração. Os futuros das bolsas de Nova York se mantêm praticamente estáveis: às 7h25, o S&P 500 futuro tem queda de -0,08%, enquanto o Nasdaq futuro tem alta de +0,01%.
- Na Europa, as bolsas operam em queda leve. O Stoxx 600 recua -0,02%
- Na Ásia, os investidores entraram no modo risco ainda embalados pela possibilidade de acordo ente EUA e Irã. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou a sessão em alta de +1,43%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu +2,79%.
- O índice dólar (DXY) sobe +0,19% aos 99,32 pontos. O petróleo Brent tem alta de +0,88% aos US$ 100,89 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos avançam para 4,372% ao ano.
Destaques do dia
- O mercado voltou a se preocupar com a oferta global de petróleo após sinais contraditórios sobre possíveis negociações entre EUA e Irã. A ausência de avanços concretos reduziu a confiança em uma solução rápida para tensões no Oriente Médio.
- Ao mesmo tempo, dados de atividade na Europa vieram fracos, reforçando o cenário incômodo de crescimento fraco com pressão inflacionária — o famoso “cobertor curto”.
- E daí? No Brasil, o setor de óleo e gás tendem a manter a tração no curto prazo, mas o efeito colateral pode ser uma curva de juros mais pressionada e maior cautela com ativos domésticos sensíveis à Selic.
Giro pelo mundo
- Danone avança em proteínas: a firma anunciou a compra da Huel por cerca de €1 bilhão, reforçando a estratégia em nutrição e bebidas proteicas — segmento que cresce acima da média global; o mercado deve observar impactos em margens e expansão internacional.
- Japão libera estoques: o governo japonês indicou uso de reservas estratégicas de petróleo para conter impactos de preços; sinal importante de que países já começam a agir para mitigar choques de oferta.
- Europa em marcha lenta: PMIs preliminares indicaram atividade quase estagnada na zona do euro em março, aumentando a pressão sobre o BCE em meio ao dilema entre crescimento fraco e inflação resistente.
Giro pelo Brasil
- Ata do Copom no radar: o documento deve detalhar o corte de 0,25 p.p. da Selic e, principalmente, o grau de cautela do Banco Central diante de riscos externos — como o petróleo — e internos — como expectativas de inflação.
- Segurança no sistema monetário: o BTG Pactual sofreu uma fraude via Pix, que chegou a desviar R$ 100 milhões, dos quais a maior parte já foi recuperada. Houve alerta automatizado do BC, mas o caso levanta discussões sobre robustez do sistema e eventuais ajustes regulatórios.
- Juros e petróleo: o cenário externo mais pressionado pode dificultar cortes mais agressivos da Selic, mantendo o mercado sensível a qualquer sinal do BC.
Giro corporativo
- Movida: resultados de 2025 vieram com crescimento de receita, Ebitda e lucro, indicando melhora operacional; guidance aponta continuidade da recuperação, com atenção à alavancagem e custo monetário.
- Fleury, Porto e Oncoclínicas: negociações para criar uma nova firma focada em oncologia avançam; o mercado acompanha potenciais sinergias e estrutura societária.
- Casas Bahia: parceria com a Amazon reforça estratégia de ampliar canais digitais e acelerar vendas via marketplace, buscando ganho de escala e giro de estoque.
- Embraer: pedido relevante da Finnair de até 46 jatos comerciais E195 E2 reacendeu o apetite pelo papel após período de volatilidade; investidores acompanham impacto na carteira de pedidos e no fluxo de entregas.
Agenda do dia
- 08:00: Ata do Copom — detalha a decisão recente e sinaliza próximos passos da política monetária.
- 10:45: PMI preliminar — EUA; indicador-chave para medir ritmo da economia e pressões inflacionárias.
- 11:30: Estoques de petróleo — EUA; dado pode amplificar ou aliviar a pressão recente nos preços da commodity.
Ótima terça-feira e bons negócios!
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Sérgio Tauhata
