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NASA conclui viagem histórica à Lua com promessa de que “há mais por vir”

A tripulação da missão Artemis da NASA, composta por quatro astronautas, retornou à Terra e amerissou no Oceano Pacífico na sexta-feira (10), encerrando o primeiro retorno da humanidade à Lua em mais de 50 anos.

A cápsula tripulada Orion, construída pela Lockheed Martin, completou uma descida em chamas pela atmosfera terrestre antes de pousar sob paraquedas na costa da Califórnia, pouco depois das 17h no horário local. A NASA informou que a tripulação estava em bom estado de saúde.

“Um amerissagem perfeita, bem no alvo, para a Integrity”, disse Rob Navias, porta-voz de operações de missão do Centro Espacial Johnson da NASA.

“Das páginas de Júlio Verne a uma missão moderna à Lua, um novo capítulo da exploração do nosso vizinho celeste está completo”, afirmou.

A conclusão de uma jornada de 694.481 milhas (1,1 milhão de quilômetros) desde o lançamento representa o último grande teste da missão Artemis II, que durou dez dias, enviou os astronautas ao redor da Lua, quebrou recordes de distância em voos espaciais tripulados e capturou imagens de tirar o fôlego.

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Embarcações da Marinha dos EUA puderam ser vistas em uma transmissão ao vivo cercando a cápsula Orion, que balançava na água após a amerissagem. A equipe de resgate abriu uma grande balsa inflável conhecida como “front porch” e retirou com sucesso os quatro astronautas da cápsula cerca de uma hora e meia após o pouso. Eles seguiriam para um navio de recuperação para exames médicos antes de embarcarem na viagem de volta para suas famílias.

“A viagem inteira foi espetacular, o pouso foi perfeito e, como presidente dos Estados Unidos, eu não poderia estar mais orgulhoso!”, disse Donald Trump em uma publicação nas redes sociais. “Estou ansioso para ver todos vocês na Casa Branca em breve. Vamos fazer isso de novo e, depois, próximo passo: Marte!”

Apesar de um retorno quase perfeito, a tripulação enfrentou alguns problemas com as comunicações via telefone satelital entre eles e a equipe de resgate enquanto estavam na água.

“Esta foi uma reentrada exemplar e uma amerissagem exemplar para a Integrity. Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen estão de volta à Terra após uma jornada ao redor da Lua”, disse Navias.

Imagem da Artemis II (Foto: Nasa/ Divulgação)

A expectativa da Nasa

A missão cativou audiências ao redor do mundo desde o momento em que a cápsula decolou no foguete Space Launch System, construído pela Boeing, em 1º de abril. Espectadores acompanharam o cotidiano da tripulação — desde rituais banais como se barbear e resolver problemas com um vaso sanitário quebrado, até a captura de imagens de um eclipse durante a viagem espacial tripulada mais distante da história.

“Sinceramente, ainda me faltam palavras”, disse o administrador da NASA, Jared Isaacman, cercado por espectadores entusiasmados, em uma transmissão ao vivo a bordo do navio de recuperação.

“Eu simplesmente não poderia estar mais orgulhoso de toda a força de trabalho — os anos, o esforço, as noites viradas, todo o trabalho duro de todo o país que contribuiu para este momento incrível agora”, afirmou.

Durante a descida de aproximadamente 13 minutos de volta à Terra, plasma se acumulou do lado de fora da Orion e as temperaturas chegaram a quase 5.000°F (2.760°C). A Orion reentrou na atmosfera terrestre a cerca de 25.000 milhas por hora.

Todas as atenções estavam voltadas para o desempenho do escudo térmico da Orion, uma barreira protetora no exterior da espaçonave projetada para proteger a cápsula das temperaturas extremas que se acumulam durante a descida pela atmosfera.

Antes desta missão, críticos como o ex-astronauta da NASA Charles Camarda levantaram preocupações sobre o escudo térmico, argumentando que ele não era seguro o suficiente para proteger a tripulação.

Durante a missão Artemis I, em 2022, pedaços maiores do que o esperado do escudo térmico se desprenderam durante a descida da cápsula não tripulada.

A NASA decidiu voar a Artemis II com o mesmo design de escudo térmico, mas alterou a trajetória da Orion pela atmosfera para minimizar o tempo que a cápsula passou em temperaturas extremas. Para as próximas missões Artemis, a nave receberá um novo escudo térmico.

Embora a missão Artemis II tenha sido considerada um sucesso, a viagem não transcorreu sem problemas técnicos. A NASA descobriu um problema no sistema de propulsão do módulo de serviço cilíndrico da Orion e na forma como ele mantém a pressurização. Esse sistema provavelmente precisará de um “redesenho extensivo” para futuras missões, segundo Amit Kshatriya, administrador associado da NASA.

“Essa é uma descoberta nova. Certamente vamos investigar isso”, disse Howard Hu, gerente do programa Orion da NASA, em uma coletiva de imprensa após a amerissagem. “Vamos analisar e seguir em frente, e garantir que façamos mudanças, se necessário.”

Com a missão encerrada, a NASA aplicará as lições aprendidas com a Artemis II enquanto a agência busca pousar humanos na superfície lunar já em 2028.

“Esta é a primeira missão — nossa primeira missão — à Lua de muitas mais por vir”, disse Lori Glaze, administradora associada interina da NASA para desenvolvimento de sistemas de exploração, a repórteres. “E mal podemos esperar.”

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Bloomberg

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