Presidente do conselho da You,inc renuncia em meio à crise financeira e atrasos em obras
Em meio à pressão sobre o balanço monetário, com patrimônio líquido negativo em mais de R$ 300 milhões e a atrasos em obras, a You,inc informou nesta sexta-feira (25) que João Guilherme de Andrade Só Consiglio renunciou à presidência do conselho de administração.
Na mesma data, Dany Muszkat deixou o cargo de conselheiro da incorporadora. As duas saídas têm efeito imediato.
A companhia não informou os motivos das renúncias.
O conselho está em busca de nomes para ocupar provisoriamente as vagas, e a escolha definitiva dos novos membros e do próximo presidente será submetida aos acionistas em assembleia geral.
As mudanças ocorrem no momento em que a incorporadora atravessa um processo de reestruturação financeira e operacional.
A You,inc fechou o segundo trimestre com patrimônio líquido negativo em R$ 312,7 milhões e dívida líquida de R$ 779,8 milhões. Somente entre abril e junho, a companhia consumiu R$ 116,7 milhões de caixa. No primeiro semestre, acumulou prejuízo líquido de R$ 82,7 milhões.
O movimento representa ainda uma nova mudança no comando do conselho em apenas um ano.
Dany Muszkat, que foi sócio-fundador e presidente da Even, presidia o conselho da You,inc até setembro de 2025. Na ocasião, deixou o cargo, mas permaneceu como conselheiro. João Consiglio foi eleito para substituí-lo. Agora, os dois deixam o colegiado simultaneamente.
Consiglio tem carreira ligada ao mercado monetário. É sócio da Guilder Capital e foi vice-presidente executivo do Santander Brasil, em que atuou com grandes firmas, além de ter experiência em private equity, fusões e aquisições e mercado de capitais.
A troca anterior no comando do conselho ocorreu quando a You,inc já adotava medidas para reduzir seu endividamento.
Em setembro de 2025, a mesma assembleia que elegeu Consiglio aprovou um aumento de capital de R$ 15 milhões. A operação fazia parte do plano de adequação da estrutura de capital da companhia.
A situação financeira, no entanto, se deteriorou desde então.
No primeiro trimestre deste ano, a administração dizia dar continuidade à reestruturação operacional e financeira iniciada em 2025, com foco na redução de riscos e na melhora da estrutura de capital. Em fevereiro, a companhia captou R$ 35 milhões por meio de um CRI para reforçar a liquidez.
Os números pioraram no trimestre seguinte. A dívida líquida passou de cerca de R$ 663 milhões em março para R$ 779,8 milhões em junho.
O patrimônio líquido, negativo em R$ 221 milhões no primeiro trimestre, recuou para R$ 312,7 milhões negativos. Um ano antes, ainda era positivo em R$ 2,4 milhões.
A deterioração também chegou à operação. A companhia não realizou lançamentos no primeiro semestre, enquanto as vendas contratadas do segundo trimestre caíram 68,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, de R$ 295,2 milhões para R$ 94,1 milhões.
Os cancelamentos de contratos de compra de imóveis passaram de 7,5% para 19,1% das vendas brutas, na mesma base de comparação.
Os problemas não ficaram restritos ao balanço. A incorporadora também enfrenta atrasos em empreendimentos e renegociações de dívidas estruturadas no mercado de capitais.
Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.
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Autor: IA InvestNews