Promessa de 70% ao mês com criptomoeda não existe. Saiba como identificar um golpe
A Polícia Federal derrubou, na quinta-feira (22), esquemas fraudulentos com características de pirâmide financeira que ofereciam aplicações em criptomoedas com retornos muito acima dos praticados pelo mercado.
Quanto? De 2% a 3% ao dia ou entre 10% e 70% ao mês (sim, isso mesmo que você leu).
Segundo a PF, os envolvidos captaram investidores em diversos estados brasileiros e no exterior entre 2018 e 2020. A estimativa é que cerca de 10 mil pessoas tenham sido vítimas das fraudes.
Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 100 milhões em bens e valores de pessoas físicas e jurídicas.
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Promessa de lucro garantido não combina com cripto
O caso serve de alerta para quem investe ou pensa em entrar no mercado de criptomoedas: não há garantia de rentabilidade nos investimentos em criptomoedas. Apesar de ser possível obter ganhos altos, os preços dos ativos também podem cair, provocando perdas.
Isso acontece porque as criptomoedas são ativos de renda variável, como as ações, com preços que oscilam de acordo com diferentes fatores, como condições macroeconômicas, oferta e demanda e movimentos do próprio mercado.
Mas existe alguma forma de ganhar uma renda passiva com cripto? Sim. Um exemplo é o staking, que permite receber recompensas por participar da validação de transações em determinadas redes.
Em algumas redes, os rendimentos podem ficar na faixa de 4% a 6% ao ano. Só que a lógica é bem diferente da promessa de lucro fácil: as recompensas variam conforme a blockchain e não são necessariamente garantidas. Além disso, o investidor continua exposto à volatilidade das criptomoedas e pode perder dinheiro.
Como identificar um golpe?
Além das promessas mirabolantes de lucro, esses esquemas costumam criar um senso de urgência. É aquele papo de “invista agora ou perca essa oportunidade única”. A ideia é fazer você tomar uma decisão rápida, sem tempo para pesquisar ou pensar direito.
Outro sinal de alerta são os bônus por indicação. Funciona mais ou menos assim: você traz alguém para investir e ganha uma comissão sobre o valor aplicado por essa pessoa. Esse tipo de prática é comum em esquemas de pirâmide financeira, nos quais os ganhos dependem da entrada de novos participantes
Também vale ficar de olho em quem está por trás da oferta. Muitas vezes, são pessoas ou firmas sem histórico conhecido no mercado. Por isso, especialistas recomendam pesquisar os responsáveis, consultar os sites dos órgãos reguladores e procurar notícias, reclamações e eventuais processos contra os envolvidos.
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Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h50
Bitcoin (BTC): -0,47%, US$ 81.593,67
Ethereum (ETH): -0,36%, US$ 2.396,44
BNB (BNB): +1,70%, US$ 746,44
XRP (XRP): -0,85%, US$ 1,31
Solana (SOL): -0,46%, US$ 104,55
Outros destaques do mercado cripto
Últimos dias para sacar da Bitso. A exchange mexicana Bitso informou que os clientes corporativos no Brasil têm até segunda-feira (26) para retirar seus recursos da plataforma. Na data, os serviços de depósito e saque via Pix serão desativados para firmas que utilizam o Bitso Business. A medida faz parte da reorganização das operações da corretora no país, após a parceria com o Mercado Bitcoin. Já o atendimento a clientes pessoa física segue um cronograma separado, com encerramento previsto para 30 de outubro.
Flávio lidera nos mercados preditivos. Enquanto as pesquisas eleitorais apontam empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, os mercados preditivos contam outra história. Na Kalshi e na Polymarket – que opera em blockchain e permite negociações com stablecoins -, o senador aparece com 79% e 78% de probabilidade de vitória, respectivamente. Já Lula registra 21% e 22%. Vale lembrar que esse tipo de mercado enfrenta restrições regulatórias no Brasil.
HSBC lança stablecoin própria. Bancos e criptomoedas estão cada vez mais próximos. O HSBC, por exemplo, lançou a RedCoin, sua primeira stablecoin atrelada ao dólar de Hong Kong. O ativo poderá ser usado no PayMe, aplicativo de pagamentos do banco, para transferências entre pessoas e compras em mais de 100 mil estabelecimentos. A iniciativa faz parte da expansão do HSBC no mercado de ativos digitais.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins

