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Queda do dólar impulsiona busca por stablecoins no Brasil

A busca por stablecoins de dólar disparou no Brasil no início de abril, em meio à queda da moeda americana frente ao real. Nos primeiros 10 dias do mês, foram negociados cerca de R$ 2,8 bilhões em USDT e R$ 245 milhões em USDC, totalizando aproximadamente R$ 3 bilhões. Os dados são da plataforma Índice Biscoint.

O dólar caiu para R$ 5,06 na quinta-feira (9), mínima de quase dois anos, após o cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã. No mês, a moeda americana recuou 2%. Desde o iníco do ano, a queda é de 7,66%.

Cada unidade de stablecoin de dólar, vale lembrar, é atrelada à moeda americana na proporção de 1 para 1. Elas diferem de criptos como bitcoin (BTC) e ethereum (ETH), que têm maior volatilidade e frequentemente acompanham o desempenho de ações de tecnologia.

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Janela de oportunidade?

A queda do dólar reabriu uma janela para dolarização que não se via desde 2024. Assessores costumam recomendar cerca de 5% do portfólio na moeda americana, mas isso varia conforme o perfil do investidor e a exposição a outros ativos.

A principal vantagem de investir em dólar via cripto é a praticidade, segundo analistas. As stablecoins podem ser compradas via exchanges ou bancos digitais, sem a burocracia de operações tradicionais de câmbio.

No Brasil, há ainda um incentivo relevante: essas operações não têm cobrança de IOF – o que pode torná-las mais atraentes para remessas internacionais e viagens. Esse cenário, porém, pode mudar. O governo chegou a suspender uma consulta pública sobre o tema, mas a discussão ainda deve voltar à pauta.

Por outro lado, os riscos seguem no radar. Há questionamentos sobre a transparência das reservas das emissoras – especialmente no caso da Tether, que emite a USDT. Neste ano, a firma contratou KPMG e PwC para auditorias, numa tentativa de reduzir as dúvidas.

A regulação também segue em aberto. No Brasil, ainda há incertezas sobre o uso dessas moedas no câmbio. Nos EUA, o debate gira em torno do pagamento de rendimentos por stablecoins – algo que enfrenta resistência dos bancos.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h20.

Bitcoin (BTC):  +1,34%, US$ 72.049,62

Ethereum (ETH): +1,37%, US$ 2.114,11

BNB (BNB): -0,06%, US$ 602,09

XRP (XRP): +0,62%, US$ 1,34

Solana (SOL): +1,62%, US$ 83,65

Outros destaques do mercado cripto

Token do olho na berlinda. Os vereadores de São Paulo aprovaram o relatório final da CPI das Íris, instalada em maio do ano passado para investigar a Worldcoin. A criptomoeda, criada pela firma Tools for Humanity – de Sam Altman, nome por trás do ChatGPT -, fazia o escaneamento da íris de pessoas em troca de recompensa financeira. Os políticos entenderam que houve violações às regras de proteção de dados.

Pedágio em cripto no Estreito de Ormuz. As criptos entraram no meio do conflito entre Estados Unidos e Irã. O país do Oriente Médio disse que planeja cobrar pedágio em tokens de petroleiros que passarem pelo Estreito de Ormuz durante um cessar-fogo de duas semanas. Isso na verdade nem é tão novidade. Há tempos, países sancionados pela maior economia do mundo recorrem a ativos digitais para mover recursos fora do sistema tradicional.

Hong Kong libera stablecoins “com regra dura”. Hong Kong deu mais um passo no mercado cripto. A autoridade monetária local (HKMA) concedeu as duas primeiras licenças para emissão dessas criptos – uma para o HSBC e outra para um consórcio liderado pelo Standard Chartered, que inclui a Animoca Brands. Mas as regras são rígidas: só será possível transferir essas stablecoins para carteiras com identidade verificada, seguindo exigências de combate à lavagem de dinheiro.

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins

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