Bilionário doa R$ 1,3 bilhão a universidade que Einstein ajudou a fundar em Israel

O bilionário John Paulson vai doar US$ 250 milhões, cerca de R$ 1,3 bilhão, à Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel. É a maior doação individual já recebida pela instituição, que Albert Einstein ajudou a fundar há mais de um século.
Anunciada pela universidade neste sábado (17), em Jerusalém, a contribuição ajudará a desenvolver programas de engenharia, medicina e recuperação de traumas. O campus Monte Scopus receberá o nome de Paulson e de sua esposa, Alina.
Paulson, de 70 anos, já destinou somas expressivas a Harvard e à Universidade de Nova York (NYU), instituições onde se formou. A Universidade Hebraica, uma instituição pública de pesquisa cujos professores e ex-alunos, somados a Einstein, acumulam dez prêmios Nobel em química, física e economia, o impressionou pela produtividade, especialmente em inovação científica.
“Quero fazer algo de impacto. Então, depois de pesquisar todas as universidades, decidi que meu foco neste momento é a Universidade Hebraica”, disse Paulson em entrevista em Jerusalém.
A decisão de destinar uma quantia tão elevada a uma instituição de ensino superior israelense acompanha uma mudança mais ampla nas doações de Paulson. Segundo o investidor, entre 50% e 60% de sua atividade filantrópica está hoje concentrada em Israel. Há uma década, 98% de suas contribuições iam para outros lugares.
A doação à Universidade Hebraica pretende demonstrar apoio e solidariedade internacional a Israel, após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 e as críticas à dimensão da guerra de retaliação israelense em Gaza. A crise no Oriente Médio desencadeou confrontos entre estudantes em Harvard e em outros campi americanos.
“Israel enfrenta enormes desafios para se defender”, disse Paulson. “Se houve um momento para ampliar o apoio ao país e às suas instituições, esse momento é agora. Como uma economia vibrante, democrática, pluralista e avançada, Israel deveria nos orgulhar pelo que conquistou.”
A contribuição é “uma profunda expressão” de confiança no capital humano de Israel, afirmou o presidente da Universidade Hebraica, Tamir Sheafer, em comunicado.
“Essa doação nos permite contratar professores de excelência internacional, apoiar estudantes excepcionais, equipar laboratórios de ponta e transformar ideias ousadas em avanços capazes de mudar vidas.”
Paulson ganhou notoriedade como gestor de fundos ao apostar contra títulos lastreados em hipotecas antes do início da crise financeira de 2008. A operação rendeu US$ 15 bilhões à sua gestora. Em 2020, a firma foi transformada em um family office, estrutura voltada à administração do patrimônio familiar. Paulson tem uma fortuna de US$ 8,8 bilhões, segundo o índice de bilionários da Bloomberg.
A contribuição anunciada neste sábado eleva o total doado por Paulson à Universidade Hebraica para quase US$ 300 milhões, patamar comparável às grandes contribuições que ele já fez a universidades americanas. O investidor destinou mais de US$ 100 milhões à NYU e, em 2015, anunciou uma doação de US$ 400 milhões a Harvard, a maior da história da instituição até então.
Paulson é o segundo grande doador de Harvard a anunciar uma contribuição expressiva a outra instituição nas últimas semanas. Ken Griffin, que já destinou mais de US$ 500 milhões a Harvard, está doando US$ 3 bilhões à Universidade Carnegie Mellon. Parte do dinheiro ajudará a financiar um novo campus em Miami, cidade para onde Griffin transferiu sua firma de investimentos.
Paulson afirmou que continua apoiando Harvard, que informou na quinta-feira ter arrecadado US$ 1,5 bilhão no ano encerrado em junho. Ele elogiou a direção da universidade pelo esforço para incorporar diferentes perspectivas, em resposta à crítica de que faltam pontos de vista conservadores na instituição.
“Eles se deslocaram um pouco demais para a esquerda, e havia uma espécie de desequilíbrio na diversidade de pontos de vista. Agora estão fazendo um esforço coordenado para voltar ao centro”, disse Paulson. “Estou financiando fundos patrimoniais de apoio a professores para ajudá-los a alcançar esse reequilíbrio na diversidade de opiniões.”
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original
Autor: Bloomberg
