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Binance, maior exchange cripto do mundo, é alvo de ataque hacker de US$ 6,3 bilhões. Veja o que se sabe

A Binance, maior exchange de criptomoedas do mundo, foi alvo de um ataque hacker na noite de quinta-feira (29). Segundo a corretora, o impacto estimado foi de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões). O episódio é o maior ciberataque já registrado na história do mercado cripto.

A exchange global, presente no mercado brasileiro desde 2022, suspendeu temporariamente depósitos e saques e acionou as autoridades para investigar o caso. Em comunicado, informou que vai cobrir integralmente as perdas dos usuários.

Veja o que se sabe sobre o incidente.

O que aconteceu?

De acordo com a Binance, o incidente pode ter começado em um notebook comprometido de um engenheiro da área de desenvolvimento de software. A partir desse equipamento, o invasor teria conseguido acessar serviços da firma e realizar saques.

O CEO da Binance, Richard Teng, falou no X, no entanto, que o atacante não se limitou a usar as permissões de um único engenheiro, e não se tratou de uma ação simples de “um clique”.

“Envolveu um processo de ataque mais complexo. Nossa investigação não atribuiu responsabilidade a nenhum indivíduo”.

A corretora afirmou que não encontrou evidências de que as chaves privadas das carteiras tenham sido expostas. Essas chaves são códigos criptográficos que permitem controlar os ativos digitais e autorizar transações, funcionando como uma espécie de senha de acesso às criptomoedas.

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Qual foi o valor afetado?

No total, US$ 6,3 bilhões em criptomoedas foram comprometidos no ataque. Com a ajuda de firmas do setor, porém, a Binance afirmou ter conseguido impedir que cerca de US$ 3 bilhões fossem sacados.

A firma vai cobrir as perdas? Como?

Segundo a Binance, os fundos dos usuários estão seguros e todas as perdas serão cobertas integralmente pelo Secure Asset Fund for Users (SAFU), fundo criado em 2018 para proteger os clientes em situações excepcionais.

O fundo, porém, tem cerca de 15 mil bitcoins apenas, equivalentes a aproximadamente US$ 1,1 bilhão, segundo consulta feita pela reportagem do InvestNews.

Em uma nova atualização sobre o caso publicada na manhã desta sexta-feira (30) nas redes sociais, a Binance afirmou que cobrirá os valores tanto com os recursos do SAFU como com recursos da própria firma.

Quem está por trás do ataque?

A TRM Labs, firma especializada em análise de blockchain, atribuiu o crime virtual ao TraderTraitor, grupo de hackers ligado à Coreia do Norte.

Segundo a companhia, a avaliação foi baseada em informações de inteligência obtidas tanto on-chain (ou seja, a partir de dados registrados na blockchain) quanto fora dela.

Qual foi o impacto no mercado cripto?

O incidente repercutiu negativamente nos preços das criptomoedas. O bitcoin (BTC) caiu 3%, para a faixa dos US$ 77 mil, enquanto o ethereum (ETH) recuou quase 4%, para cerca de US$ 2.200. As principais altcoins também operavam em queda.

A onda de vendas também atingiu os operadores de contratos futuros alavancados de criptomoedas. As liquidações somavam cerca de US$ 1,5 bilhão na manhã desta sexta, atingindo principalmente investidores que apostavam na valorização dos ativos.

Ataques hackers: um problema recorrente no mercado cripto

Os ataques cibernéticos são um problema recorrente no mercado de criptomoedas. Um levantamento da plataforma Immunefi, publicado no primeiro semestre deste ano, identificou 425 invasões a projetos e protocolos do setor entre 2021 e 2025, com perdas acumuladas de US$ 11,9 bilhões.

Até então, o maior ataque hacker da história do mercado cripto havia sido registrado em fevereiro de 2025, quando criminosos roubaram aproximadamente US$ 1,5 bilhão da exchange Bybit. O episódio foi atribuído ao grupo Lazarus, ligado à Coreia do Norte.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h

Bitcoin (BTC):  -3,20%, US$ 77.600,67

Ethereum (ETH): -3,38%, US$ 2.244,11

BNB (BNB): -5,29%, US$ 701,57

XRP (XRP): -2,79%, US$ 1,25

Solana (SOL): -3,44%, US$ 97,00

Outros destaques do mercado cripto

Polymarket também sofre ataque. A bruxa está solta no mercado cripto! Além da Binance, a Polymarket – mercado de previsões que permite apostar em eventos futuros usando stablecoins – também sofreu um ataque. Um caso não tem relação com o outro. Segundo dados da plataforma DeFiLlama, as perdas com o incidente são estimadas em US$ 2,7 milhões. As negociações foram suspensas.

40 firmas pedem licença cripto. Enquanto a Binance e Polymarket lidam com seus problemas, no Brasil as firmas de criptomoedas correm contra o relógio para pedir autorização ao Banco Central e continuar operando regularmente no país. O prazo termina hoje. Quem não fizer a solicitação terá 30 dias para encerrar as atividades. Levantamento do grupo monetário Cainvest aponta que 40 firmas já protocolaram seus pedidos.

Bancos também entram na fila cripto. Diferentemente das firmas que já atuavam no mercado de criptomoedas, os bancos não precisam de uma nova autorização para oferecer esses serviços, pois já são regulados pelo Banco Central. Ainda assim, precisam comunicar previamente o regulador e cumprir as regras aplicáveis ao setor. Bradesco, Inter, Itaú e Nubank, por exemplo, já fizeram esse movimento.

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins

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