Bolsas globais sobem com balanços e expectativa pelo CPI dos EUA; petróleo e minério recuam
Os mercados internacionais iniciam o dia em tom positivo, sustentados pela divulgação de balanços corporativos nos Estados Unidos e na Europa e pela expectativa em torno do CPI (Consumer Price Index), índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, que será divulgado na sexta-feira (13). O indicador mede a inflação ao consumidor e é uma das principais referências para as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. Nesse ambiente, os contratos futuros das bolsas de Nova York operam em alta, assim como os principais índices europeus.
Na Ásia, por sua vez, os mercados encerraram a sessão sem direção única, refletindo a cautela dos investidores diante da agenda econômica internacional.
No mercado de commodities, o petróleo recua após a AIE (Agência Internacional de Energia) reduzir suas projeções para a demanda global e sinalizar uma possível recuperação da oferta. A AIE é um organismo internacional que monitora o mercado energético e divulga estimativas amplamente acompanhadas por investidores. Já o minério de ferro registrou leve queda de 0,20% na bolsa de Dalian, na China, sendo negociado a US$ 110,21 por tonelada.
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No Brasil, o cenário externo mais favorável tende a oferecer suporte ao mercado doméstico. Ainda assim, a queda do petróleo e do minério pode limitar o fôlego dos ativos locais, especialmente após o forte avanço do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira (B3), na sessão anterior.
Os investidores também acompanham a continuidade da temporada de resultados corporativos no País. Entre os destaques do dia estão os números já divulgados por Banco do Brasil e Ambev. No câmbio, o real pode encontrar algum alívio caso persista o movimento de enfraquecimento global do dólar frente a outras moedas.
No campo dos indicadores, os dados do setor de serviços no Brasil, que devem apontar estabilidade na margem (na comparação mensal) e crescimento na base anual, ajudam a calibrar as expectativas para o ritmo da atividade econômica. Ao mesmo tempo, a curva de juros reage ao alívio observado nos Treasuries, os títulos públicos do governo dos Estados Unidos, cujos rendimentos influenciam o custo do dinheiro e o fluxo de capitais em mercados emergentes como o brasileiro.
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Autor: Ágora Investimentos
