Calendário do Simples Nacional: todas as datas que sua empresa precisa acompanhar nos próximos 5 meses
Os próximos cinco meses serão movimentados para as micro e pequenas firmas do Simples Nacional. Até março do ano que vem, os empresários precisam estar atentos a uma série de prazos: para escolher entre ficar no Simples tradicional ou migrar para o regime híbrido, para desistir, para mudar de sistema de emissão de notas fiscais, para incluir novos dados nesses documentos… Ufa!
Já não bastassem as alterações que precisa implementar, o empreendedor ainda precisa acompanhar o vaivém do cronograma de entrada em vigor das medidas da reforma tributária – que é o gatilho para quase todas as decisões e mudanças que acontecerão daqui para frente.
Para ajudar o empreendedor a se organizar, o Descomplica PJ reuniu as principais datas, o que precisa ser feito e como cumprir cada obrigação: de hoje até o fim do primeiro trimestre de 2027.
“Com a reforma tributária, as firmas do Simples Nacional precisam tomar decisões mais cedo e com consequências maiores”, diz Charles Gularte, sócio-diretor da Contabilizei.
“Perder um prazo agora pode significar ficar fora do regime, perder competitividade, pagar multas ou não conseguir emitir notas. O calendário é uma ferramenta de planejamento”, complementa.
Confira a lista completa abaixo:
Quer entrar no Simples? A hora é agora
Para firmas que estão atualmente fora do Simples Nacional e querem entrar no regime, não há tempo a perder. A data limite para solicitar adesão é 15 de outubro de 2026 – mais conhecido como a “próxima quinta-feira”.
No balanço parcial da Receita Federal, até a semana passada havia cerca de 470 mil pedidos de entrada no Simples.
Só que 270 mil deles já haviam sido indeferidos – ou seja, quase 60% das solicitações de adesão ao regime foram negadas até agora.
Quem está nessa situação também tem uma data importante pela frente: o prazo para regularizar as pendências e conseguir ingressar no Simples em 2027 termina no dia 30 de outubro de 2026.
Simples tradicional ou regime híbrido?
A opção pelo regime híbrido do Simples também termina em 30 de outubro de 2026.
Para quem quiser continuar no Simples “tradicional”, o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – os novos impostos criados pela reforma tributária – serão recolhidos dentro da guia única, o DAS.
Já no regime híbrido, os dois tributos serão apurados separadamente, enquanto os demais permanecem no Simples.
Para as firmas, a principal vantagem da mudança é gerar créditos integrais de IBS e CBS para seus clientes que também são firmas, além de aproveitar os créditos dos insumos que elas mesmas compram. Até agora, 855 mil solicitaram a migração para o regime híbrido, segundo o balanço da Receita.
A decisão – que vale para o primeiro semestre de 2027 – depende do perfil dos clientes, das compras tributadas, dos fornecedores, das margens e dos custos administrativos. Por isso, o empresário deve simular os cenários antes de optar.
Entre 1º e 31 de março de 2027, haverá uma nova janela para escolher pelo regime híbrido, com efeitos no segundo semestre do próximo ano.
NFS-e: o que muda em novembro?
A partir de 1º de novembro de 2026, microfirmas e firmas de pequeno porte do Simples que prestam serviços e emitem NFS-e (nota fiscal de serviços) vão passar a lançar o documento pelo Emissor Nacional, plataforma unificada do governo.
Quem utiliza sistemas próprios ou plataformas integradas ao sistema municipal deve verificar o acesso, testar os procedimentos e confirmar com o fornecedor do software como será feita a adaptação.
A mudança no emissor não deve ser confundida com a inclusão dos campos de IBS e CBS nas notas fiscais: para firmas do Simples, isso passa a ser obrigatório em 1º de janeiro de 2027.
NF-e e NFC-e: mais mudanças à frente
Para as firmas do Simples que vendem mercadorias, também tem mudança pela frente. Pelo cronograma da reforma tributária, elas também serão obrigadas a incluir os campos de IBS e CBS nas notas fiscais (NF-e e NFC-e) a partir de 1º de janeiro de 2027.
Para que os impostos sejam destacados nos documentos, será preciso preencher uma série de novas informações.
Especialistas orientam os empreendedores a conferir as atualizações dos sistemas emissores, se os produtos estão cadastrados corretamente e quais classificações tributárias devem ser usadas.
A orientação do contador e do fornecedor do sistema ajuda a evitar erros no preenchimento das notas.
O que achou dessa notícia? Deixe um comentário abaixo e/ou compartilhe em suas redes sociais. Assim deixaremos mais pessoas por dentro do mundo das finanças, economia e investimentos!
Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original
Autor: Márcia Rodrigues