Carnaval: bancos têm modo de proteção para golpes; veja como ativar nos apps
No carnaval, além da folia e dos blocos nas ruas, cresce a preocupação com furtos, roubos e golpes monetários. Em meio à aglomeração, o celular, que hoje concentra aplicativos bancários, vira um dos principais alvos. Para reduzir o risco de prejuízos, consumidores podem contar com ferramentas de segurança.
Uma dessas iniciativas é o Celular Seguro, criado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A plataforma permite emitir um alerta em caso de roubo ou furto, dificultando o uso indevido do aparelho.
Os bancos também têm ferramentas que restringem transferências, ocultam saldos e bloqueiam o acesso a determinadas operações quando o usuário está fora de locais considerados seguros ou desconectado de redes de Wi-Fi previamente cadastradas.
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Essas funções, conhecidas como Modo Rua ou Modo Protegido – os nomes variam conforme a instituição –, podem ser ativadas diretamente no aplicativo do banco. A seguir, veja como habilitar o recurso nas instituições que oferecem a opção:
Ferramentas de segurança de bancos
BTG Pactual
No BTG, há o modo Lugar Seguro, funcionalidade que permite cadastrar pontos de acesso Wi-Fi seguros. Com essa ferramenta ativada, o menu de investimentos será exibido somente em redes confiáveis e ficará oculto fora delas.
Veja como ativá-la:
- No perfil, acesse “Central de segurança”;
- Escolha a opção “Modo lugar seguro”;
- Toque em “Começar”;
- Cadastre as redes Wi-Fi;
- Faça a biometria para autenticar a atualização.
C6 Bank
O cliente do C6 Bank pode acionar a ferramenta Locais Seguros. Com essa função, o usuário define quais são os endereços considerados seguros para ele, como casa, escritório ou outros locais visitados frequentemente. Quando estiver fora deles – ou seja, em um local desconhecido –, os investimentos aparecerão zerados e o limite para transferências será menor, conforme configuração feita no próprio aplicativo. Também é possível deixar invisível o limite do cheque especial e desativar a funcionalidade de exportar extrato.
A função pode ser ativada da seguinte forma:
- Na conta, acesse o “Menu de Segurança”;
- Clique em “Locais Seguros”;
- Cadastre os locais de segurança;
- Coloque um limite de transações diário fora dos locais seguros.
Itaú
O Itaú conta com o Modo Protegido, que limita o valor das transações fora de redes seguras. Para acioná-lo, o cliente deve seguir o passo a passo:
- Abra o app Itaú ou Itaú Personnalité;
- Vá até o atalho ”Segurança”;
- Selecione o “Modo Protegido” e, depois, “Configurar Modo Protegido”;
- Escolha o local seguro a partir de suas redes Wi-Fi;
- Inclua o limite de transação.
Inter
O Inter tem o Modo Vigilante. A ferramenta permite que os clientes estabeleçam valores de segurança para as transações e cadastrem redes de Wi-Fi seguras. A funcionalidade também pode acionar o reconhecimento facial para transações acima do estabelecido.
Confira como ativar:
- Toque na foto de perfil na tela inicial do aplicativo;
- Entre na central de segurança;
- Conecte-se a uma rede Wi‑Fi confiável para iniciar a configuração: o app identifica a rede atual e permite cadastrá-la como segura;
- Adicione quantas redes e endereços desejar;
- Defina limites de Pix fora de redes seguras;
- Ative autenticação extra (biometria ou reconhecimento facial);
- Escolha quais áreas do aplicativo deseja bloquear automaticamente ao sair da rede segura.
Mercado Pago
No Modo Blindado do Mercado Pago, o uso completo da conta é liberado apenas em ambientes definidos pelo próprio usuário. A ferramenta oculta automaticamente saldos de cofrinhos, investimentos, criptoativos e informações de contas conectadas via Open Finance, além de permitir limites e bloqueios para transferências e Pix.
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Veja como acionar a ferramenta:
- Dentro do aplicativo, vá em “Segurança” e “Modo Blindado”;
- Configure todas as funções necessárias;
- Faça o reconhecimento facial.
Nubank
Ao ativar o Modo Rua no aplicativo do Nubank, o cliente define redes Wi-Fi confiáveis e estabelece um limite máximo para transações com Pix, Transferência Eletrônica Disponível (TED) e pagamentos de boletos quando estiver desconectado desses locais. Para ativar:
- Dentro do aplicativo, entre na Central de Proteção, o escudo que aparece no canto superior direito da tela;
- Acione o “Modo Rua” e avance seguindo as instruções.
Sicoob
Com o Modo Guardião do Sicoob, o cliente pode cadastrar redes de Wi-Fi de confiança. Ao tentar realizar transações fora desses ambientes habituais, será necessário realizar uma segunda verificação de segurança com a biometria facial.
Veja como ativar:
- Acesse o aplicativo do Sicoob;
- Entre no menu de atalhos;
- Acione o Modo Guardião e siga as instruções.
XP
O Espaço Seguro da XP permite que clientes do segmento pessoa física cadastrem até 10 endereços confiáveis para acessar informações de investimentos e transações via PIX e TED. A ferramenta permite diminuir o limite para transferências fora dos endereços cadastrados.
A função também conta com o Modo Viagem. Por meio dessa opção, os clientes podem antecipar e autorizar temporariamente a visualização de seus investimentos nos locais de destino da viagem, como hotéis ou residências, definindo datas de início e término.
Confira como acionar o Espaço Seguro:
- Acesse o app XP Investimentos e clique em seu nome no canto superior esquerdo;
- Clique em “Central de Segurança”.
- Toque em “Espaço Seguro” e siga o passo a passo da jornada.
Celular Seguro
A plataforma pode ser acessada em aplicativo para celular e na versão web. Para utilizá-la, o usuário deve realizar login com a conta Gov.br, ler os termos de uso e privacidade de dados e conferir as instituições participantes do projeto. Veja como funciona:
- Ao acessar a ferramenta pela primeira vez, clique em “Cadastrar Contato”;
- Registre uma pessoa de confiança, que poderá agir em caso de roubo do celular;
- Selecione a opção “Cadastrar Telefone”;
- Informe se é o titular da linha ou não;
- Caso não seja o titular, solicite a autorização do responsável pela linha para concluir o cadastro.
- Em caso de roubo, a pessoa de confiança deve acessar o site ou aplicativo para selecionar o aparelho para o qual deseja emitir o alerta.
O usuário pode escolher entre duas opções de alerta:
- Modo recuperação: bloqueia apenas a linha telefônica e contas em instituições parceiras, mas possibilita a recuperação do aparelho por autoridades policiais;
- Bloqueio total: bloqueia o aparelho (IMEI), linha telefônica e instituições parceiras, mas torna difícil a recuperação por autoridades policiais.
Assim que o alerta for emitido, será exibido o número de protocolo. É necessário guardar esse número, pois o usuário precisará fornecê-lo para atendimentos posteriores com as instituições parceiras.
Dicas extras de segurança para o carnaval
Jeff Patzlaff, planejador monetário e especialista em investimentos, afirma que levar notas menores em dinheiro pode prevenir golpes. “Se cair do bolso ou for furtado, o prejuízo é limitado aquele valor, sem senhas, sem acesso à conta, sem dor de cabeça.”
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Para quem planeja levar o celular, o especialista recomenda usar o cartão por aproximação nas carteiras digitais. Se for pagar com o Pix, ao ler um QR Code impresso no balcão ou na “plaquinha” do ambulante, a dica é conferir sempre o nome do destinatário antes de confirmar a transação.
Jose Luiz Santana, head de cibersegurança do C6 Bank, também alerta para os golpes com cartões. Ele recomenda que o consumidor preste atenção no valor informado na máquina de pagamento e, sempre que possível, evite entregar o cartão a terceiros. Isso porque, em momentos de distração, o cartão pode ser trocado ou roubado sem que a vítima perceba. “Se levar o celular, nada de fotos com senhas ou documentos na biblioteca. Elimine tudo isso antes de sair de casa”, orienta ainda.
Em casos de furto, roubo ou identificação de transação suspeita, a agilidade pode ajudar a reduzir prejuízos. Cristiano Luersen, especialista em investimentos e sócio da Wiser Investimentos, orienta o consumidor a utilizar o canal de emergência do banco para bloquear os cartões e o acesso ao aplicativo.
Também vale realizar um boletim de ocorrência. “O registro policial é indispensável para contestações de valores e para acionar eventuais seguros de cartão ou dispositivos”, explica Luersen.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original
Autor: Beatriz Rocha
