IRB (IRBR3) lucra R$ 143,3 milhões no 4T25, fortalece capital e revela que voltará a distribuir dividendos em 2026
O IRB (Re) (IRBR3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 143,3 milhões, alta de 27,4% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (12). Ante o terceiro trimestre, houve um avanço de 45,1%. No acumulado do ano, o lucro subiu 35,5%, para R$ 504,8 milhões.
Já o resultado monetário e patrimonial do IRB ficou em R$ 164,4 milhões no quarto trimestre, alta de 50,6% no confronto com igual período de 2024, enquanto o resultado de subscrição foi de R$ 292,8 milhões, alta anual de 64,7%. O resultado monetário subiu 48% no mesmo intervalo, para R$ 141,6 milhões, de acordo com o ressegurador.
“Nossos resultados de 2025 mostram, claramente, a evolução da companhia. As curvas do resultado de subscrição e do lucro líquido são crescentes e positivas. 2025 consolida a retomada da companhia”, afirmou Marcos Falcão, CEO do IRB, no release que acompanha os resultados. Segundo ele, após cinco anos, a firma voltará a distribuir dividendos.
Zeramos os prejuízos acumulados e encerramos o ano com R$ 145,7 milhões em reservas de lucros. Vamos submeter aos acionistas uma proposta de distribuição de proventos, a ser deliberada na Assembleia geral de 31 de março
Em relação aos prêmios emitidos, os resultados somaram R$ 1,3 bilhão no quarto trimestre de 2025, queda de 16,4% ante igual período de 2024, de acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira. Já os prêmios retidos, que descontam os riscos repassados pelo IRB a outros agentes, somaram R$ 875,2 milhões no trimestre, retração de 2% em igual base comparativa.
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A maior queda nos prêmios emitidos veio da carteira Vida, que registrou um tombo de 60,3% em base anual, para R$ 69,1 milhões. A companhia tem reduzido a exposição nesse portfólio, em uma estratégia para priorizar linhas de maior rentabilidade.
Em Property and Casualties (P&C), os prêmios emitidos totalizaram R$ 1,25 bilhão, um recuo de 10,9%. Dentro de P&C, a linha rural amargou tombo de 85,7%, a R$ 35,7 milhões.
No Brasil, os prêmios emitidos caíram 20,2% em 12 meses, para R$ 1 bilhão no trimestre. No exterior, foram R$ 321,7 milhões, queda de 1,7%.
Sobre a sinistralidade, o IRB (Re) atingiu 51,6% no quarto trimestre do ano passado, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira (12). O resultado representa uma queda de 12,4 pontos porcentuais ante igual período de 2024 e de 9,6 p.p. na comparação com o terceiro trimestre de 2025.
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Ao todo, o índice combinado, que mede o consumo dos prêmios pelas despesas, recuou 4,4 p.p. na comparação anual, para 94,3% no quarto trimestre. O índice de retrocessão, que mede o quanto do risco assumido é repassado para outras resseguradoras, cedeu 9,7 p.p., para 33,8%.
A companhia apresentou, ao final do trimestre, suficiência do patrimônio líquido ajustado em relação ao capital mínimo requerido no montante de R$ 1,65 bilhão, comparado a R$ 894 milhões ao final do quarto trimestre de 2024. Assim, o patrimônio líquido ajustado correspondia a 268% do capital mínimo requerido.
As despesas administrativas somaram R$ 146,8 bilhões no acumulado de outubro a dezembro de 2025, uma retração de 10,4% no confronto anual.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Estadão Conteúdo