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Mercados hoje: IGP-M traz primeiros impactos da guerra sobre preços. Petróleo passa de US$ 115

Bom dia!

A segunda-feira (30) se equilibra entre um misto de esperança de avanços nas negociações para um eventual cessar-fogo no Irã e a perspectiva de um conflito bem mais longo pela frente. O presidente americano, Donald Trump, estendeu a trégua dos ataques contra infraestrutura de energia iraniana até depois da Páscoa. Porém, as forças militares dos EUA continuam aumentando na região. Já são 50 mil soldados no Oriente Médio, o que indica uma preparação para ações terrestres por parte dos Estados Unidos. O petróleo já ultrapassa os US$ 115 por barril. Por aqui, o IGP-M, que capturou parte dos aumentos de preços trazidos pelo conflito, mostrou um cenário de piora para a inflação no Brasil. O indicador subiu +0,52% em março frente a uma queda de -0,73% de fevereiro.

Enquanto você dormia…

  • O mercado lá fora tenta se equilibrar: bolsas respiram, mas o petróleo ainda impõe cautela. Os futuros das bolsas de Nova York operam em alta: às 7h25, o S&P 500 futuro sobe +0,42% e o Nasdaq futuro avança +0,34%.
  • Na Europa, as bolsas ensaiam leve recuperação, puxada por energia e expectativa de inflação. O Stoxx 600 sobe +0,24%.
  • Na Ásia, os mercados fecharam em queda. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou com baixa de -2,79% e o Hang Seng, de Hong Kong, recuou -0,81%.
  • O índice dólar (DXY) sobe + 0,13% para 100,28 pontos. O petróleo Brent supera a marca de US$ 115 o barril com avanço de +2,38% e cotado a US$ 115,25 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos estão em 4,40% ao ano.

Destaques do dia

  • O barril do petróleo continua sendo o principal vetor do mercado, com o Brent já na casa dos US$ 115. A escalada continua refletindo o risco de interrupções na oferta e a escalada no Oriente Médio.
  • A presença militar americana na região aumentou, reforçando a leitura de conflito mais prolongado — e com impacto direto nos preços de energia.
  • O efeito imediato é uma reprecificação global: inflação esperada sobe, cortes de juros ficam mais distantes e ativos de risco perdem tração.
  • E daí? No Brasil, o petróleo alto mantém Petrobras, Prio e Brava no radar, enquanto firmas dependentes de combustível seguem pressionadas. A curva de juros também tende a reagir.

Giro pelo mundo

  • Big pharma + IA: Eli Lilly fechou acordo bilionário com a Insilico para desenvolver medicamentos usando inteligência artificial — avanço concreto da tecnologia na indústria farmacêutica.
  • Computação quântica no mercado: firmas de computação quântica aceleram listagens na bolsa de Nova York e captações, sinalizando tentativa de transformar promessa em receita.
  • Oriente Médio: aumento da presença militar dos EUA reforça percepção de conflito mais longo, sustentando preços elevados de energia. As forças americanas já somam 50 mil homens no Oriente Médio.

Giro pelo Brasil

  • Focus no radar: mercado acompanha novas projeções de inflação, juros e câmbio após a recente alta do petróleo.
  • Diesel em discussão: governo avalia medidas para conter impacto da alta do combustível, incluindo possíveis subsídios.
  • IGP-M: índice de março saiu hoje com alta de +0,52%, revertendo a queda de -0,73% de fevereiro. Os efeitos da guerra sobre preços de combustíveis, alimentos e commodities impulsionaram a mudança de direção. A tendência é de haver novo impulso para a revisão generalizada de expectativas para a inflação em 2026.

Giro corporativo

  • Gol fora da B3: ações deixam de ser negociadas nesta segunda-feira, encerrando ciclo após reestruturação da companhia.
  • Sabesp: desdobramento aprovado tende a aumentar liquidez dos papéis, sem alterar fundamentos.

Agenda do dia

  • 08:00:IGP-M de março — indicador relevante para preços no atacado. O IGP-M mostrou reversão de tendência de queda para uma alta de +0,52% em março.
  • 08:25: Relatório Focus — atualização das expectativas de mercado para inflação, juros e PIB.
  • 09:00: CPI da Alemanha — dado importante para inflação europeia.
  • 10:00: Pesquisa Firmus do BC — sinal adicional sobre atividade econômica no Brasil.
  • 11:30: Discurso do presidente do Fed, Jerome Powell — pode mexer com expectativas de juros globais.
  • 17:30: Discurso do presidente do Fed de Nova York, John Williams — reforço de leitura sobre política monetária nos EUA.

Ótima segunda-feira e bons negócios!

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Sérgio Tauhata

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