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Quanto economizar para juntar R$ 30 mil em 2026 com o Tesouro Selic?

Um novo ano se inicia e, com ele, a oportunidade de reorganizar as finanças para atingir metas financeiras. Para quem pretende juntar dinheiro em 2026, um grande aliado pode ser o Tesouro Selic, o título público mais conservador do Tesouro Direto.

Esse papel tem rendimento atrelado à variação da taxa básica de juros Selic, hoje em 15% ao ano. Segundo as projeções do Boletim Focus, do Banco Central, a taxa deve cair para 12,25% até dezembro – um patamar que, embora mais baixo, ainda é atrativo.

Tesouro Selic é o título mais simples, mais seguro e mais coerente para quem tem prazo definido e não pode correr risco com oscilações”, afirma Milene Dellatore, especialista em investimentos e finanças e diretora da MIDE Mesa Proprietária.

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Além de rentabilidade atrativa, o Tesouro Selic possui o risco mais baixo entre os ativos de renda fixa, já que é garantido pelo governo e não sofre grande volatilidade. Isso permite que o investidor possa resgatar os valores em qualquer dia útil, sem ficar exposto a um possível deságio.

Juntando R$ 30 mil com o Tesouro Selic

Para atingir uma reserva de R$ 30 mil em 2026 com o Tesouro Selic, o investidor precisaria aportar R$ 2,3 mil ao mês, segundo cálculos de Jeff Patzlaff, planejador monetário e especialista em investimentos. No final deste ano, o título teria rendido R$ 1,7 mil somente em juros.

Se esse valor parece alto para guardar mensalmente, alongue o prazo para a meta e comece aos poucos. “Não importa se são R$ 300, R$ 500 ou R$ 2 mil. O que importa é ser um valor possível, fixo e inegociável. A partir do momento que esse valor está definido, o estilo de vida se organiza em volta dele, e não o contrário”, afirma Dellatore, diretora da MIDE Mesa Proprietária.

É importante que, antes de definir quanto guardar, o investidor faça um balanço da vida financeira e coloque no papel todos os gastos. Caso as dívidas estejam sufocando o orçamento, é hora de reorganizar os débitos e fazer “trocas inteligentes”.

Cartão de crédito, rotativo e cheque especial drenam qualquer tentativa de organização. Sempre que possível, vale trocar várias dívidas caras por uma dívida mais barata, com juros menores e parcela que caiba no orçamento”, diz Dellatore. “Não é sobre não ter dívida, é sobre ter dívida controlada.”

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Essa também é a visão de Patzlaff, planejador monetário e especialista em investimentos. “Se você tem mais de uma dívida, liste todas e tente renegociar, mas lembre-se que a parcela deve caber no seu bolso. Sempre olhe os feirões de renegociação, pois às vezes os descontos chegam a 90% para quitar à vista”, diz.

Mais do que o Tesouro Selic

O Tesouro Selic é o título mais demandado do Tesouro Direto, responsável por 57,4% das vendas na plataforma em novembro, último dado disponível. Entretanto, há outras opções de títulos públicos, como o Tesouro IPCA+ e Prefixados.

O Tesouro IPCA+ paga a variação da inflação mais uma taxa acima desta inflação, conhecida como “juro real”. Hoje, o Tesouro IPCA+ 2029 está pagando um juro real de 7,7%, nível historicamente alto. Já os títulos prefixados oferecem uma rentabilidade anual fixa e estão pagando acima de 13% ao ano.

Contudo, diferentemente do Tesouro Selic, esses títulos são bastante impactados pelas mudanças nas expectativas econômicas. O preço varia de acordo com as projeções para a economia e os papéis podem registrar grandes valorizações ou perdas. Em termos gerais, quando as perspectivas são de uma economia pior no futuro, com juros e inflação mais altos, os títulos se desvalorizam, e quando as perspectivas melhoram, os títulos têm ganhos.

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Para fugir dessa volatilidade, o investidor precisa manter o dinheiro até o vencimento estipulado em cada papel. Dessa forma, ganhará exatamente o combinado no momento da compra.

Beny Fard, especialista em investimentos e finanças, recomenda que investidores mais experientes e com mais tolerância a risco considerem aplicações no Tesouro IPCA+. A avaliação leva em conta que os cortes na Selic em 2026 podem gerar ganhos para vendas antes do vencimento. No ano passado, a oscilação do preço desses títulos foi positiva e gerou ganhos superiores a 20% (veja nesta reportagem).

“Se a taxa básica de juros começar a cair ao longo de 2026, uma alternativa é destinar parte dos investimentos a títulos prefixados, como o Tesouro IPCA+, equilibrando a carteira entre pós-fixados (Tesouro Selic) e prefixados e garantindo uma rentabilidade média mais consistente”, diz Fard.

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Autor: Jenne Andrade

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