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Quem são os 20 governadores eleitos no primeiro turno nas eleições 2026

Vinte estados já conhecem o governador que vai comandar o Executivo local a partir de 2027. Nessas unidades da federação, o candidato mais votado neste domingo (4) recebeu mais da metade dos votos válidos e venceu a eleição sem precisar disputar o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Nas outras sete unidades da federação, Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins, a escolha fica para a segunda rodada, na mesma data em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) decidem a disputa pela Presidência.

Os governadores eleitos no primeiro turno

Estado Governador eleito Partido Votos válidos
Alagoas JHC PSDB 52,2%
Amapá Dr. Furlan PSD 62,7%
Bahia Jerônimo Rodrigues PT 55,6%
Ceará Elmano de Freitas PT 53,1%
Goiás Daniel Vilela MDB 59,1%
Maranhão Eduardo Braide PSD 54,0%
Mato Grosso Otaviano Pivetta Republicanos 60,8%
Mato Grosso do Sul Eduardo Riedel PP 67,1%
Minas Gerais Cleitinho Republicanos 55,4%
Pará Dr. Daniel Podemos 51,3%
Paraíba Lucas Ribeiro PP 64,3%
Paraná Sergio Moro PL 50,1%
Pernambuco Raquel Lyra PSD 53,2%
Piauí Rafael Fonteles PT 70,9%
Rio Grande do Sul Zucco PL 58,1%
Rondônia Marcos Rogério PL 56,9%
Roraima Arthur Henrique PL 69,1%
Santa Catarina Jorginho Mello PL 69,0%
São Paulo Tarcísio de Freitas Republicanos 62,7%
Sergipe Fábio Mitidieri PSD 59,3%

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

O PL foi o partido que mais elegeu governadores já no primeiro turno, com cinco vitórias, seguido do PSD, com quatro. PT e Republicanos venceram em três estados cada, e o PP, em dois. MDB e Podemos elegeram um governador cada.

A maior votação proporcional foi a de Rafael Fonteles (PT), reeleito no Piauí com 70,9% dos votos válidos. A disputa mais apertada entre os que venceram no primeiro turno foi no Paraná, onde Sergio Moro (PL) passou da metade dos votos válidos por apenas 0,1 ponto percentual.

Por que eles não precisam de segundo turno

A Constituição exige maioria absoluta para eleger governadores, assim como o presidente da República. Isso significa que o candidato precisa de mais da metade dos votos válidos, que são os votos dados a candidatos. Brancos e nulos ficam fora da conta.

Quando ninguém alcança essa marca, os dois mais votados voltam às urnas. Por isso, terminar em primeiro lugar não basta. Um candidato com 49% dos votos válidos, por exemplo, ainda precisa enfrentar o segundo colocado na rodada seguinte.

Reeleitos e estreantes

Governadores podem disputar um único mandato consecutivo. Entre os eleitos no primeiro turno, oito conquistaram a reeleição depois de terem vencido em 2022: Jerônimo Rodrigues (BA), Elmano de Freitas (CE), Eduardo Riedel (MS), Raquel Lyra (PE), Rafael Fonteles (PI), Jorginho Mello (SC), Tarcísio de Freitas (SP) e Fábio Mitidieri (SE).

Os demais vão governar o estado pela primeira vez. Entre eles, há três senadores, Cleitinho (MG), Sergio Moro (PR) e Marcos Rogério (RO), e ex-prefeitos de capitais, como JHC, de Maceió, Dr. Furlan, de Macapá, Eduardo Braide, de São Luís, e Arthur Henrique, de Boa Vista.

Quando os novos governadores tomam posse

Os governadores eleitos assumem em 6 de janeiro de 2027, para mandatos de quatro anos. A data é nova. Até as eleições anteriores, a posse de presidente e governadores ocorria em 1º de janeiro.

A Emenda Constitucional 111, de 2021, transferiu a cerimônia dos governadores para 6 de janeiro e a do presidente da República para 5 de janeiro, a partir dos mandatos que começam em 2027.

Onde haverá segundo turno

Em Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins, os eleitores escolhem o governador em 25 de outubro, entre os dois candidatos mais votados no primeiro turno, além de votar para presidente. Nos estados em que o governador já foi eleito, o eleitor vai às urnas apenas para a disputa presidencial.

No Rio de Janeiro, a eleição pode ser decidida no primeiro turno caso o Tribunal Superior Eleitoral mantenha a decisão de anular os votos de Anthony Garotinho: isso daria a vitória a Douglas Ruas, do PL, sobre o ex-prefeito da cidade do Rio Eduardo Paes.

Quem não votou no primeiro turno pode votar normalmente no segundo, desde que o título esteja regular. A ausência do dia 4 precisa ser justificada até 3 de dezembro.

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Autor: Redação InvestNews

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