Raízen aprova aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões como parte de plano de recuperação extrajudicial
O conselho de administração da Raízen aprovou nesta sexta-feira (6), por unanimidade, um aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões, com a emissão de novas ações para subscrição privada.
O aumento faz parte do plano de recuperação extrajudicial da produtora de etanol, já homologado pela Justiça, e é condição para o plano passar a valer.
A operação tem piso de R$ 3,5 bilhões e será realizada mediante a emissão entre 14 bilhões e 159,2 bilhões de novas ações. Elas podem ser ordinárias, preferenciais classe A ou preferenciais classe B. Cada ação sai a R$ 0,25 ou R$ 0,50 por unit (ou recibo de ações, composto por uma ação ordinária e uma preferencial).
A Shell, acionista do bloco de controle da companhia, se comprometeu a aportar até R$ 3,5 bilhões em dinheiro.
A Aguassanta Participações, do fundador da Cosan, Rubens Ometto, caso decida pela adesão ao processo, pode colocar mais R$ 500 milhões. Os demais acionistas têm direito de preferência na subscrição das novas ações.
O prazo para exercer o direito de preferência vai de 9 de novembro a 8 de dezembro de 2026.
Só tem direito quem possuía as ações da companhia na carteira ao fim do pregão de hoje (6), a chamada data de corte. Quem comprar a partir de segunda-feira (9) leva o papel “ex-direito”, ou seja, sem o direito de subscrever as novas ações.
Segundo a companhia, os recursos captados em moeda corrente serão destinados, prioritariamente, ao capital de giro.
Caso o total aportado supere R$ 5 bilhões (na hipótese de adesão da Aguassanta), 70% do excedente vai para o pagamento ou amortização de dívidas financeiras da Raízen e de suas controladas, e os 30% restantes, ao capital de giro.
Se a Aguassanta, de Ometto, não aderir, o limite para destinação integral ao capital de giro cai para R$ 4,5 bilhões, com a mesma proporção aplicada ao excedente.
Na mesma reunião, o conselho aprovou a instituição de um programa de units com o BTG Pactual, que atuará como instituição depositária, e um programa de ADS (recibos de ações negociados no mercado americano).
O programa será de nível I e terá o Citibank como banco depositário.
Ambos os programas estão condicionados à homologação do aumento de capital.
O colegiado aprovou ainda a quinta emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, com garantia real e fidejussória, em duas séries, a serem integralizadas por credores sujeitos ao plano.
Do ponto de vista da diluição, acionistas que não exercerem o direito de preferência poderão ter a participação reduzida em aproximadamente 57%, caso seja subscrita apenas a quantidade mínima de ações, e em até 94% no cenário de subscrição máxima.
O preço de emissão de R$ 0,25 por ação representa deságio de 28,6% em relação ao preço médio ponderado por volume (VWAP) dos últimos 30 pregões, que ficou em R$ 0,35, e de 7,4% em relação ao fechamento de 5 de novembro de 2026, de R$ 0,27.
Em novembro de 2026, a Raízen inicia a fase de implementação do seu plano de recuperação extrajudicial, já homologado pela Justiça. Quem tem debêntures e CRAs da firma terá de escolher entre três opções de recebimento.
A Opção A converte parte da dívida em ações e entrega uma nova dívida.
A Opção B dá desconto de 80%, com pagamento único em 2047.
A Opção C paga à vista, com corte a partir de 25% para pequenos credores.
O período de escolha vai de 7 a 27 de dezembro, e a operação deve fechar, com os novos títulos emitidos, até 31 de março de 2027.
Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.
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Autor: IA InvestNews
