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Tesla, Nvidia, SpaceX: ações tokenizadas viram febre. Vale o risco?

Depois das stablecoins, outro segmento vem chamando cada vez mais atenção no mercado cripto: as ações tokenizadas. Na prática, elas transformam papéis de firmas conhecidas, como Tesla, Nvidia e SpaceX, em tokens negociados em blockchain.

O valor desses ativos digitais saltou de US$ 814 milhões no início deste ano para cerca de US$ 2 bilhões em julho, segundo dados da plataforma DeFiLlama – uma alta de 145%.

Relatório recente da Binance Research também mostra que o volume negociado nas plataformas passou de US$ 4 bilhões em janeiro para US$ 18,2 bilhões em julho. Ou seja: em apenas sete meses, mais que quadruplicou.

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O que explica essa alta?

Diferentemente das ações negociadas em bolsas tradicionais, que funcionam em horários específicos, as ações tokenizadas podem ser compradas e vendidas 24 horas por dia, sete dias por semana, assim como as criptomoedas. Isso tem atraído investidores.

Outro atrativo é a possibilidade de comprar papéis de firmas americanas usando stablecoins, sem depender de uma corretora tradicional. Além disso, os ativos podem ser adquiridos de forma fracionada e, em muitos casos, negociados globalmente.

firmas conhecidas do mercado cripto, como Binance, Kraken, Gemini e Bitget, estão apostando nesse segmento. Já plataformas como a Ondo Finance desenvolvem a infraestrutura necessária para sua expansão.

“As ações tokenizadas representam outra perspectiva sobre a convergência entre os mercados monetários tradicionais e a infraestrutura de ativos digitais”, diz a Bitget.

Ameaça às bolsas?

O crescimento desse mercado chamou a atenção das bolsas tradicionais, que começaram a reagir. A Bolsa de Valores de Londres (LSE) anunciou recentemente a LSE 24, iniciativa que poderá abrir caminho para negociações praticamente 24 horas por dia.

A Bolsa de Nova York (NYSE) também estuda oferecer ações tokenizadas com negociação contínua. No Brasil, a B3 já sinalizou que acompanha esse movimento e estuda iniciativas relacionadas à tokenização de ativos.

Quais são as maiores ações tokenizadas?

Hoje, as cinco ações tokenizadas com maior valor de mercado são Strategy, SanDisk, SpaceX, Circle e Micron. Juntas, elas somam pouco mais de US$ 500 milhões, segundo dados da CoinMarketCap.

firmas como Nvidia, Alphabet e Tesla também têm versões tokenizadas de suas ações. Por enquanto, elas ainda movimentem um volume menor.

Riscos

Há riscos nesse mercado. Na maioria dos casos, o investidor não compra a ação propriamente dita, mas um token emitido por uma firma que mantém o ativo em custódia. Isso cria uma dependência do emissor. O investidor pode não ter direitos como voto em assembleias e o pagamento de dividendos pode variar conforme as regras do emissor.

Além disso, o mercado ainda enfrenta incertezas regulatórias, menor liquidez em comparação às bolsas tradicionais e riscos tecnológicos ligados à blockchain, como falhas em contratos inteligentes (os programas autoexecutáveis popularizados pelo ethereum) e ataques hackers.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h30.

Bitcoin (BTC):  +0,86%, US$ 64.562,15

Ethereum (ETH): -0,66%, US$ 1.904,98

BNB (BNB): -0,57%, US$ 593,11

XRP (XRP): +1,08%, US$ 1,04

Solana (SOL): -0,52%, US$ 73,37

Outros destaques do mercado cripto

Coinbase critica BC. A regulação das criptomoedas no Brasil voltou a ser criticada pelo setor. Em nota divulgada na quarta-feira (5), o diretor da Coinbase para as Américas, Fabio Plein, afirmou que propostas do Banco Central podem comprometer a competitividade do país. Ele citou a retenção de até 24 horas para transferências de stablecoins acima de US$ 10 mil e disse que a medida ignora os rígidos controles de compliance já adotados pelas firmas do setor.

Corredor brasileiro para stablecoins. A startup brazuca Lumx se uniu à rede Stellar, blockchain da criptomoeda XLM, para criar um corredor entre o real e a stablecoin USDC. Na prática, bancos, fintechs e provedores de pagamento poderão liquidar operações internacionais usando a tecnologia cripto, com conversão entre reais e dólares digitais. Segundo as firmas, a iniciativa busca atender à crescente demanda por pagamentos transfronteiriços mais rápidos e baratos.

Mastercard reforça estratégia cripto. A Mastercard concluiu a aquisição da BVNK, firma de infraestrutura para stablecoins, em uma operação que pode chegar a US$ 1,8 bilhão. A multinacional americana comunicou que, com a compra, pretende ampliar o uso de ativos digitais em serviços como pagamentos entre firmas, liquidação financeira, gestão de tesouraria e transferências de recursos.

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins

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