7 criptomoedas para acompanhar em novembro, segundo analistas
Outubro foi conturbado para o bitcoin (BTC). Com a manutenção dos juros nos Estados Unidos, a volatilidade nos fluxos de ETFs cripto e um ataque hacker à Binance, maior exchange do mundo, a criptomoeda fechou o mês em queda de 7,3%.
Apesar do recuo, o ativo digital continua liderando as carteiras recomendadas para novembro. Os seis portfólios analisados pela reportagem do InvestNews mantiveram a criação de Satoshi Nakamoto entre suas apostas neste mês.
Altcoins conhecidas, como ethereum (ETH) e solana (SOL), também aparecem na seleção, ao lado de outros projetos. Veja abaixo a lista completa.
E aqui vale sempre o disclaimer: o levantamento não deve ser interpretado como recomendação de investimento. O objetivo é mostrar quais ativos estão no radar dos analistas neste momento.
Veja as 7 criptomoedas no radar dos analistas!
Bitcoin (BTC)
O bitcoin segue como base da carteira, defende Caio Villa, líder de produto e relacionamento da Brasil Bitcoin. “Outubro foi de consolidação na faixa dos US$ 80 mil, com fluxo volátil nos ETFs americanos: saídas fortes no meio do mês e retomada no fim, com mais de US$ 286 milhões de entrada em 26 e 27 de outubro”, diz.
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Ethereum (ETH)
O ethereum continua no radar pela evolução tecnológica da rede e pelo crescimento das aplicações financeiras baseadas em blockchain. “O protagonismo do ethereum em stablecoins, tokenização e DeFi também reforça sua relevância, especialmente em um cenário de maior integração entre instituições financeiras tradicionais e ativos digitais”, diz Marcelo Person, diretor de tesouraria e mercado cripto da Foxbit.
Solana (SOL)
Para Guilherme Fais, diretor monetário da Bybit para a América Latina, a tese por trás da SOL é a expansão de seu ecossistema e a utilização da rede em diferentes aplicações. Visão semelhante tem Julián Colombo, diretor sênior de políticas públicas e estratégia para a América do Sul na Bitso. Para ele, se o apetite por risco melhorar e o uso de stablecoins e pagamentos digitais continuar crescendo, a SOL seguirá entre os ativos mais expostos a esse movimento.
Hyperliquid (HYPE)
O token HYPE, da Hyperliquid, plataforma descentralizada para negociação de criptomoedas e derivativos, aparece na lista do BTG Pactual. Um dos destaques citados do projeto foi o anúncio (no fim do outubro) da ICE, controladora da NYSE, de planos para desenvolver mercados regulados de futuros perpétuos utilizando a infraestrutura do protocolo. O movimento ainda está sujeito à aprovação regulatória.
XRP (XRP)
No caso do XRP, os players locais citam como ponto positivo o desenvolvimento de funcionalidades voltadas a empréstimos, que podem expandir as aplicações financeiras do ecossistema. “O avanço da stablecoin RLUSD e a maior integração com instituições financeiras também reforçam a narrativa de pagamentos e infraestrutura”, diz Person, da Foxbit.
Aave (AAVE)
A Aave se destaca no mercado de empréstimos descentralizados e na integração entre finanças descentralizadas (DeFi, na sigla em inglês) e ativos do mundo real, de acordo com os analistas. O protocolo permite operações de crédito com criptoativos como garantia e tem ampliado sua atuação em iniciativas que envolvem o uso de ativos tokenizados como colateral.
Uniswap (UNI)
O pessoal do Mercado Bitcoin, que ainda está lidando com os efeitos de um ataque hacker milionário, também divulgou sua carteira de apostas. Entre os ativos escolhidos está o UNI, token da Uniswap. Os motivos incluem a posição da plataforma como a maior exchange descentralizada do mercado e o desempenho positivo do ativo em 2026.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h
Bitcoin (BTC): +2,61%, US$ 80.330,67
Ethereum (ETH): +4,14%, US$ 2.415,11
BNB (BNB): +1,99%, US$ 714,28
XRP (XRP): +2,87%, US$ 1,31
Solana (SOL): +4,06%, US$ 96,74
Outros destaques do mercado cripto
Hacker vende criptos roubadas do MB. O hacker responsável pelo ataque ao Mercado Bitcoin já vendeu US$ 10,55 milhões em criptomoedas desviadas da exchange. A corretora, por sua vez, informou que conseguiu bloquear US$ 15 milhões dos US$ 49 milhões roubados, em uma tentativa de recuperar parte dos fundos. O MB também anunciou que liberará gradualmente o acesso às contas dos clientes a partir de segunda-feira (9).
Cripto enfrenta novo cenário político nos EUA. A vitória dos democratas nas eleições americanas acendeu um alerta no mercado cripto. Com o partido (que não curte muito o setor) no controle das duas casas do Congresso, os players esperam mais fiscalização e veem diminuir as chances de avanço de projetos favoráveis. Apesar disso, representantes da indústria defendem que as criptomoedas são uma pauta bipartidária e que é necessário ampliar o diálogo com os dois lados.
Mercado cripto vai além de Washington, dizem gigantes. Apesar do receio do mercado com a vitória dos democratas nos EUA, gigantes como BlackRock e Grayscale não veem motivos para frear o setor. As gestoras avaliam que a expansão das criptomoedas vai muito além de Washington e é impulsionada pela demanda internacional, pela adoção institucional e pela entrada de grandes firmas financeiras no segmento.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins

