Dow Jones hoje recua; ausência de acordos, em Pequim e em Ormuz, impõe ritmo ao mercado
O Dow Jones hoje reverte ganhos da sessão passada, em que Wall Street atingiu novos recordes, e demais índices futuros das bolsas de Nova York o acompanham no movimento desta sexta-feira (15).
Os investidores avaliam a cúpula de dois dias entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim, que terminou sem anúncios concretos, e aguardam dados econômicos americanos, incluindo os de produção industrial. O impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã também segue no radar. Às 7h20 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,58%, o S&P 500 recuava 0,95% e o Nasdaq tinha queda de 1,40%.
Tensão em Ormuz eleva petróleo
Os contratos futuros de petróleo sobem nesta sexta-feira, impulsionados por demanda forte. Os fluxos pelo Estreito de Ormuz permanecem muito baixos e há poucos sinais de avanço em um acordo entre EUA e Irã, afirmam analistas do Goldman Sachs em nota.
Eles acrescentam que o mercado de gasolina nos EUA ficou bastante apertado, devido ao aumento da demanda líquida por exportações, à resiliência da demanda doméstica e a incentivos de preços que levam a direcionar a produção para destilados.
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Às 7h30 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para julho subia 3,29% na Nymex, a US$ 104,50, enquanto o do Brent para o mesmo mês avançava 2,70% na ICE, a US$ 108,57.
Treasuries avançam
Os rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano, Treasuries, avançam nesta sexta-feira, em meio a preocupações inflacionárias alimentadas pela alta do petróleo, desencadeada pela guerra no Oriente Médio.
A alta dos juros ocorre ainda após a falta de acordos concretos entre Trump e Xi Jinping. Na agenda dos EUA, o dado mais importante é o de produção industrial. Às 7h20 (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos subia a 4,052%, o da T-note de 10 anos avançava a 4,541% e o do T-bond de 30 anos aumentava a 5,094%.
Dólar se fortalece e DXY atinge máxima
No câmbio, o dólar se fortalece frente a outras moedas de economias desenvolvidas nesta sexta-feira, com o índice DXY atingindo máxima em 18 dias. Enquanto isso, persistem tensões relacionadas à guerra com o Irã e dados recentes de inflação acima do esperado alimentam a especulação de que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, pode voltar a elevar os juros.
EUA e Irã seguem em impasse diplomático e há poucos sinais de avanço para a reabertura do Estreito de Ormuz, o que impulsiona os preços do petróleo elevados. Os dados de preços de importação divulgados na quinta-feira (14) e os de preços no atacado, na quarta (13), vieram acima do esperado, com a disparada dos preços de energia.
O mercado agora precifica 60% de chance de uma alta de 25 pontos-base nos juros do Fed até o fim do ano e já embute totalmente uma elevação até março de 2026, segundo dados da LSEG.
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Às 7h30 (de Brasília), o euro caía a US$ 1,1637, a libra recuava a US$ 1,3365 e o dólar avançava a 158,49 ienes. Já o índice DXY do dólar – que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes – tinha alta de 0,25%, a 99,13 pontos, após chegar mais cedo a 99,20 pontos, maior patamar em 18 dias.
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Autor: Giovana Pintan