Ritmo de compras corporativas de bitcoin despenca em junho
As tesourarias de bitcoin (BTC) – firmas que mantêm a criptomoeda em seus caixas – reduziram bastante o ritmo de compras. E não foi pouco.
Dados da firma de análise de blockchain Glassnode mostram que a média diária de aquisições está entre US$ 20 milhões e US$ 40 milhões em junho.
O valor representa uma queda de aproximadamente 95% em relação aos mais de US$ 500 milhões registrados diariamente entre abril e maio.
Em entrevista ao portal especializado CoinDesk, analistas da Glassnode afirmaram que o movimento sugere uma postura mais cautelosa das firmas em relação ao bitcoin, justamente em um momento de enfraquecimento do sentimento do mercado.
O cenário se soma às recentes saídas dos ETFs americanos de bitcoin – os preferidos dos investidores institucionais -, aumentando a pressão sobre a maior criptomoeda do mundo.
Apenas nesta semana, esses fundos registraram retiradas líquidas de US$ 388 milhões, segundo dados da SoSoValue.
Em meio às vendas, aos juros elevados e às incertezas geopolíticas, o bitcoin segue negociado na faixa dos US$ 62 mil na manhã desta quinta-feira (11).
A criptomoeda está cerca de 50% abaixo da máxima histórica de US$ 126 mil registrada em outubro do ano passado.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h50.
Bitcoin (BTC): +2,62%, US$ 62.830,34
Ethereum (ETH): +1,93%, US$ 1.620,63
BNB (BNB): +2,58%, US$ 599,45
XRP (XRP): +0,79%, US$ 1,11
Solana (SOL): +3,05%, US$ 65,42
Outros destaques do mercado cripto
Menos uma stablecoin brasileira. As firmas brasileiras volta e meia lançam novas stablecoins. Mas também encerram projetos. Foi o que aconteceu com a BTG Dol (BTGDOL), stablecoin de dólar emitida pela Mynt. A firma, braço cripto do BTG Pactual, informou que o ativo será descontinuado em 1º de julho. Os saldos remanescentes serão convertidos para USD Coin (USDC). O motivo? Segundo a firma, a decisão faz parte da evolução de seu portfólio cripto.
ETF de renda baseado em bitcoin. A BlackRock deu mais um passo para lançar um ETF que combina exposição ao bitcoin com geração de renda. A maior gestora do mundo enviou uma nova versão da documentação do produto para a SEC (a CVM dos EUA). O fundo pretende gerar receita adicional por meio da venda de opções sobre cotas de seu famosinho IBIT, o maior ETF de bitcoin do mercado.
Trump lucra, investidores perdem. Olha essa. Mais de um milhão de pessoas registraram perdas ao investirem em empreendimentos cripto da família Trump – como a World Liberty Financial e a memecoin $TRUMP -, segundo a agência Reuters. Por outro lado, a própria família teria acumulado cerca de US$ 2,3 bilhões em ganhos. A investigação aponta que os negócios se beneficiaram da popularidade e da influência política do presidente para atrair investidores, mas vários dos ativos perderam valor após o lançamento.
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Autor: Lucas Gabriel Marins