Pagamentos com cartões cripto avançam e volume se aproxima de US$ 8 bilhões
Os pagamentos com cartões de criptomoedas não param de crescer, impulsionados principalmente pelas stablecoins – aqueles tokens atrelados a outros ativos, como o dólar.
Relatório da Binance Research, divulgado nesta semana, mostra que o volume movimentado em maio chegou a US$ 747 milhões, quase 50% acima do registrado no mesmo mês do ano passado. Com isso, o volume acumulado total se aproxima de US$ 8 bilhões.
Esses pagamentos são liquidados principalmente em redes como Ethereum, Tron, BNB Chain, Solana, Base e Arbitrum.
Atualmente, a maior parte das transações ocorre por meio de cartões de débito e pré-pagos. Os cartões de crédito ainda representam uma fatia pequena do mercado.
A bandeira Visa processa cerca de 97% de todo o volume movimentado por esses produtos, enquanto a Mastercard responde por apenas 3%.
As duas gigantes dos cartões vêm ampliando sua presença no setor de criptomoedas, seja por meio de parcerias com firmas do segmento ou por aquisições estratégicas.
Em março, por exemplo, a Mastercard comprou a firma de infraestrutura para stablecoins BVNK por US$ 1,8 bilhão.
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Stablecoins
De acordo com os analistas da Binance Research, “espera-se que a velocidade de circulação das stablecoins por meio dos cartões continue aumentando, com os gastos adicionais fluindo também para blockchains que não concentram a maior parte da oferta desses ativos”.
Em maio, o valor de mercado das stablecoins atingiu o recorde de US$ 322 bilhões, superando as reservas internacionais de dezenas de países, incluindo Reino Unido e Canadá. Nesta terça-feira (10), em meio à queda dos investimentos em cripto, o montante estava em US$ 317 bilhões.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h.
Bitcoin (BTC): -2,28%, US$ 61.023,34
Ethereum (ETH): -2,85%, US$ 1.620,63
BNB (BNB): +2,78%, US$ 582,45
XRP (XRP): -4,09%, US$ 1,10
Solana (SOL): -4,11%, US$ 63,35
Outros destaques do mercado cripto
Marco regulatório da tokenização vem aí. A tokenização – o processo de transformar ativos do mercado tradicional em tokens na blockchain – está a todo vapor entre os reguladores. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM, para os mais chegados) anunciou que vai abrir uma discussão pública sobre o marco regulatório desse nicho. A ideia, segundo o xerife do mercado de capitais, é trazer mais transparência, segurança e eficiência.
Anbima dá like na regulação cripto. A regulação cripto nem sempre agrada todo mundo – especialmente as firmas menores, que consideraram algumas regras pesadas. Mas a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados monetário e de Capitais (Anbima) curte. Segundo a entidade, o país agora conta com um “marco legal para criptoativos e uma regulamentação robusta”, o que coloca o Brasil “entre os países com maior nível de proteção e supervisão do setor”.
Brasil, a terra das patentes de blockchain. Olha essa que legal. O Brasil é o país da América Latina com o maior número de patentes envolvendo blockchain registradas até junho de 2026. Os dados são do Observatório Nacional de Blockchain, iniciativa criada para impulsionar a tecnologia por trás das criptos no país. No total, foram 230 patentes depositadas, sendo 63 de firmas ou pessoas brasileiras.
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Autor: Lucas Gabriel Marins