Bitcoin está diferente? Binance aponta menor volatilidade da maior cripto do mercado
O bitcoin (BTC) anda meio parado nos últimos tempos. Cai um pouquinho aqui, sobe um pouquinho acolá, mas nada daquelas explosões de preço do passado que tiravam o sono dos investidores.
Tem um motivo para isso.
A maior criptomoeda do mercado está mais comportada: oscila menos e, portanto, está menos volátil. Quem diz isso é a equipe de research da Binance, a maior exchange de criptoativos do mundo.
Vamos aos dados.
O bitcoin passou por vários períodos de baixa ao longo da sua história. No ciclo atual, por exemplo, chegou a uma mínima de US$ 57.800 em 1º de julho de 2026, 54,2% abaixo da máxima de US$ 126 mil registrada em outubro de 2025. Nesse período, a volatilidade anualizada do BTC foi de 47%.
Essa volatilidade é uma medida de quanto e com que intensidade o preço de um ativo oscila. Colocar em escala anual facilita a comparação entre diferentes períodos.
E aqui está o ponto.
Nos três mercados de baixa anteriores (2013 a 2015, 2015 a 2018 e 2018 a 2022), as quedas foram de 86,9%, 84,1% e 77,6%, respectivamente, e a volatilidade anualizada também caiu ao longo dos ciclos: de 99%, 87%, 67% e 47% agora, respectivamente.
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O que isso significa para o investidor?
Analistas costumam interpretar a redução da volatilidade ao longo dos ciclos como um possível sinal de amadurecimento do mercado. Mas isso não significa que o bitcoin tenha deixado de ser um ativo de risco, ok?
Recomendações de alocação costumam reservar para as criptomoedas uma parcela pequena das carteiras, geralmente entre 1% e 5%, dependendo do perfil e da tolerância ao risco de cada investidor.
Além disso, no momento atual há um certo grau de incerteza.
“A combinação de demanda institucional mais cautelosa, realização de lucros e excesso de posições compradas reduz o espaço para uma recuperação no curto prazo”, diz Noah Cheung, country manager da Bitget no brasil
Na manhã desta quinta-feira (8), o bitcoin era negociado na faixa dos US$ 82 mil, com queda de 1,36% nas últimas 24 horas. As principais altcoins também operavam em baixa.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h50
Bitcoin (BTC): -1,36%, US$ 82.607,48
Ethereum (ETH): -1,29%, US$ 2.545,70
BNB (BNB): -0,23%, US$ 766,99
XRP (XRP): -3,43%, US$ 1,40
Solana (SOL): -2,85%, US$ 114,29
Outros destaques do mercado cripto
Cripto chega ao interior. A procura por carteiras de autocustódia – aquelas que permitem guardar criptoativos sem depender de bancos ou exchanges – está crescendo no interior do Brasil, enquanto cai nas capitais. Os dados são de um levantamento da DSec Labs. Segundo a firma, o movimento mostra que a preocupação com proteção e armazenamento de ativos digitais está chegando a novos públicos, e não só aos grandes centros.
Uma futura firma cripto regulada. A exchange filipina Coins.xyz, que chegou ao Brasil no início do ano passado, quer dar o próximo passo por aqui: atuar como uma firma regulada. A corretora deve entregar já na próxima semana ao Banco Central o pedido para se tornar uma Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (PSAV), categoria regulatória criada para firmas que prestam serviços relacionados a criptoativos. A informação é da Exame.
Cripto dólar direto no celular. A Samsung vai permitir que usuários elegíveis nos EUA enviem a stablecoin USDC para outros países diretamente pelo Samsung Wallet. As transferências serão feitas pela rede Solana, sem taxa cobrada pela Samsung. Também será possível enviar o USDC para contas bancárias em mais de 60 países. Nesse caso, a stablecoin será convertida e o destinatário receberá o valor na moeda local.
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Autor: Lucas Gabriel Marins