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Caixa volta a liberar mais de um financiamento por CPF e reaquece disputa no crédito imobiliário

A Caixa Econômica Federal voltou a permitir a contratação de mais de um financiamento imobiliário por pessoa, conforme anúncio do banco antecipado para a Broadcast. A medida estava suspensa desde novembro do ano passado devido à escassez de recursos para alimentar a concessão de novos empréstimos.

A decisão da Caixa de voltar a liberar mais de um financiamento por CPF se dá após o lançamento do novo modelo de crédito imobiliário pelo governo federal em outubro, com liberação de parte dos depósitos compulsórios da poupança. Na prática, isso gerou mais recursos disponíveis para a oferta de crédito por parte dos bancos.

“A liberação do compulsório da poupança contribui para ampliar a liquidez do sistema monetário, oferecendo suporte às operações de crédito imobiliário em um cenário de maior demanda”, afirmou o presidente da Caixa, Carlos Vieira. “Essa medida fortalece a capacidade das instituições de manter o ritmo de concessões, mesmo diante da redução dos saldos de poupança, garantindo estabilidade e continuidade no atendimento ao mercado”, acrescentou.

A nova regra de mais de um financiamento por pessoa vale unicamente para as linhas que usam recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), voltados para a compra de imóveis de até R$ 2,25 milhões. É o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para dar entrada ou abater o valor do empréstimo permanece restrito a um imóvel apenas, como era antes.

Na Caixa, as modalidades de financiamento com recursos SBPE têm seu saldo devedor atualizado pela Taxa Referencial (TR), com taxas de juros efetivas a partir de $10,99%$ ao ano e prazo de quitação de até 420 meses.

A Caixa Econômica Federal tem dado alguns passos para acelerar a expansão no crédito imobiliário, em meio aos efeitos do novo modelo de funding anunciado pelo governo. Como o banco estatal responde por cerca de dois terços de participação de mercado, a tendência é que os outros bancos se mexam para flexibilizar a contratação e não ficar atrás da líder do setor, conforme já mostrou a Broadcast.

No terceiro trimestre, o saldo consolidado da carteira de habitação da Caixa somou R$ 905 bilhões, um avanço de $11,4%$ na comparação anual. Já o volume de novos empréstimos foi menor ao longo deste ano, uma tendência de mercado marcada pelos juros altos e pela escassez de recursos. De janeiro a outubro, a Caixa concedeu R$ 48,3 bilhões em novos empréstimos, montante $33%$ menor do que no mesmo período do ano passado, quando atingiu R$ 71,9 bilhões.

Para voltar a ganhar tração, a Caixa voltou a financiar até $80%$ do valor do imóvel na modalidade SAC e até $70%$ na modalidade Price, reduzindo a necessidade de entrada e ampliando a capacidade de compra. Em paralelo a isso, foi autorizado para todos os bancos a elevação do teto do Sistema monetário da Habitação (SFH). Com isso, o valor máximo dos imóveis financiáveis passou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Estadão Conteúdo

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