“Clone” do bitcoin dispara 30% hoje e rouba a cena no mercado cripto
O cenário nas principais criptomoedas do mercado está morno nesta quarta-feira (23). Bitcoin (BTC) e ethereum (ETH) registram leve queda de um lado, enquanto solana (SOL) dá um pulo tímido do outro. Vida que segue.
O que está quente mesmo neste segundo dia de primavera no Brasil é o bitcoin cash (BCH), o “clone” mais robusto do bitcoin. Nas últimas 24 horas, a criptomoeda saltou 30%. Em sete dias, o avanço chegou à casa dos 60%.
Há dois principais impulsionadores dessa alta. O mais recente vem do CME Group, gigante do mercado de derivativos. Ontem, a firma anunciou que vai lançar contratos futuros de BCH e também de uniswap (UNI) em 19 de outubro.
O token UNI, aliás, sobe 11% hoje, surfando na notícia.
Em comunicado divulgado à imprensa, Giovanni Vicioso, diretor global de produtos de criptomoedas do CME Group, disse que, à medida que o mercado cripto continua a amadurecer, os participantes buscam ferramentas regulamentadas mais amplas para lidar com o risco de preço.
Vale lembrar que a bolsa de derivativos já tem contratos futuros de outras criptos, como bitcoin, ethereum, solana, cardano (ADA), entre outras.
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O impulso dos ETFs
Agora, o segundo impulso envolve um ETF. Na primeira quinzena de setembro, a gestora gringa Grayscale apresentou à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) uma alteração ao registro de seu fundo de BCH.
A proposta prevê, caso o registro se torne efetivo e a listagem seja aprovada, transformar o produto em um ETF e listar suas cotas na NYSE Arca, uma bolsa de valores dos EUA.
É algo parecido com o que a Grayscale fez com seu fundo de bitcoin no início de 2024, quando o produto passou a ser negociado como ETF.
Bitcoin versus bitcoin cash
O bitcoin cash foi criado em agosto de 2017, a partir de uma divisão do BTC – algo chamado de fork no mercado cripto – após uma disputa na comunidade sobre como a rede deveria lidar com o aumento das transações.
Do ponto de vista de investimento, segundo analistas, o BCH é mais arriscado, mas pode fazer sentido como uma posição pequena e especulativa dentro de uma carteira cripto, dependendo do perfil. Depois dá uma lida na matéria abaixo para entender melhor a diferença entre o “clone” e o BTC.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h
Bitcoin (BTC): -0,11%, US$ 85.833,45
Ethereum (ETH): -0,41%, US$ 2.733,54
BNB (BNB): -0,37%, US$ 784,60
XRP (XRP): +3,87%, US$ 1,59
Solana (SOL): +0,50%, US$ 117,40
Outros destaques do mercado cripto
Quem mais quer a licença cripto do BC? Lembram que publicamos ontem que a Onda Finance é a primeira firma cripto em processo de autorização pelo Banco Central? Pois então. O pessoal do site Web3 News encontrou no Portal de Dados Abertos do próprio regulador os nomes de outras quatro firmas que também estão no processo. São elas: Wynx Exchange, W Brasil Comércio, Masterpay e PFPay.
Brasil, o país das stablecoins. O volume negociado de stablecoins nas exchanges brasileiras já passou dos R$ 17 bilhões em setembro – e ainda faltam sete dias para o mês acabar. O USDT, a maior stablecoin atrelada ao dólar, responde por R$ 12,73 bilhões. O USDC, segunda maior, soma R$ 4,49 bilhões. Para comparar: o bitcoin movimentou R$ 1,59 bilhão no mesmo período.
Bancos canadenses testam dólar tokenizado. A tokenização está a todo vapor no Canadá. Os seis maiores bancos do país se uniram para testar depósitos em dólar canadense na forma de tokens dentro do sistema monetário. A ideia é permitir que esses depósitos circulem entre instituições de forma mais rápida e eficiente, além de viabilizar pagamentos programáveis sem abrir mão das regras e da supervisão do sistema tradicional.
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Autor: Lucas Gabriel Marins