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Bitcoin retoma fôlego e atinge maior preço em três meses

Apesar das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã e dos juros americanos elevados, o bitcoin (BTC) ganhou fôlego e voltou a ultrapassar a marca psicológica dos US$ 80 mil na segunda-feira (4), pela primeira vez em três meses.

Por volta das 8h30, a maior criptomoeda chegou a flertar com os US$ 81 mil, puxando também as altcoins, que operam em alta nesta manhã.

Parte do movimento veio dos investidores institucionais. Em abril, os ETFs americanos de bitcoin – principais veículos desse público – registraram quase US$ 2 bilhões em entradas, no melhor mês desde outubro de 2025.

Ao mesmo tempo, as reservas de BTC nas exchanges caíram para o menor nível em sete anos, com cerca de 170 mil bitcoins saindo das corretoras ao longo de seis meses. Esse movimento costuma indicar intenção de retenção, e não de venda.

No geral, segundo Jasper de Maere, estrategista da Wintermute, o cenário on-chain – ou seja, os dados da blockchain – segue positivo. Ainda assim, o mercado cripto não está isolado do restante da economia.

“Se o macro piorar, o BTC provavelmente acompanha. A narrativa de ‘reserva de valor’ foi abalada no início do ano, quando o BTC caiu junto com todo o resto, e essa correlação ainda não foi quebrada”, falou.

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O pano de fundo macro ainda segue instável. Ontem, Irã e Estados Unidos trocaram ataques no Estreito de Ormuz, elevando a tensão na região.

Chris Beamish, analista da Glassnode, disse em nota que tudo depende de Donald Trump conseguir equilibrar a situação no Oriente Médio sem provocar um choque de energia na economia real.

“Se conseguir, o cenário parece positivo. Caso contrário, espere volatilidade causada por choques macro, em vez de uma tendência clara em qualquer direção”.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h30.

Bitcoin (BTC):  +2,25%, US$ 80.837,64

Ethereum (ETH): +1,40%, US$ 2.374,43

BNB (BNB): +0,76%, US$ 628,14

XRP (XRP): +0,44%, US$ 1,40

Solana (SOL): +0,79%, US$ 84,73

Outros destaques do mercado cripto

Ethereum perde charme no Brasil. O ethereum – ou só ETH, para os mais chegados – perdeu espaço entre os brasileiros. Em abril, a segunda maior cripto do mercado movimentou R$ 673 milhões nas exchanges com operação local. É pouco mais da metade do R$ 1,05 bilhão de março – e o menor volume em 2 anos e 2 meses. Mesmo com o recuo, o ativo segue nas carteiras recomendadas por analistas, principalmente pelo seu papel na tokenização.

Méliuz e o bitcoin. A Méliuz, firma brasileira que começou a comprar bitcoin no início de 2025, informou ontem (dia 4) que recomprou cerca de R$ 30 milhões em ações nos últimos seis meses. Segundo a firma, isso resultou em um Bitcoin Yield Ajustado de 6,90% – uma métrica que mede quanto a quantidade de BTC por ação aumentou no período. Na prática, cada ação passou a representar mais BTC, sem que o investidor precisasse comprar mais. Hoje, a companhia tem 604,69 criptos em caixa.

Estreia forte, mas com trava interna. O Morgan Stanley começou bem no universo cripto. O MSBT, seu ETF ligado ao bitcoin, levantou mais de US$ 100 milhões em apenas seis dias – e isso só via plataformas de autogerenciamento, antes mesmo de chegar aos consultores monetários. Mas há um porém nessa história. Apesar da recomendação oficial da firma de alocar de 2% a 4% em bitcoin, a adesão dos assessores ainda é lenta. Internamente, o banco vê aí um problema claro: falta de educação sobre o tema.

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins

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