Dow Jones cai e dólar avança com tensão no Oriente Médio e expectativa por dados dos EUA
Em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e à expectativa por novos indicadores da economia dos Estados Unidos, os mercados globais começam a quinta-feira (5) em compasso de cautela. O dólar volta a se fortalecer frente a moedas importantes, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano avançam pela quarta sessão consecutiva, enquanto os futuros de índices de Wall Street, incluindo o Dow Jones, operam em queda.
No mercado de câmbio, o dólar voltou a ganhar força frente a moedas importantes como o euro e a libra esterlina após a pausa observada na sessão anterior. Por volta das 8h (horário de Brasília), o euro recuava para US$ 1,1610, enquanto a libra caía para US$ 1,3351. Em relação à moeda japonesa, o movimento era diferente: o dólar perdia terreno e era negociado a 157,29 ienes.
Um dos principais termômetros da força global da moeda norte-americana, o índice U.S. Dollar Index (DXY) subia 0,20%, para 98,96 pontos. O indicador mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas relevantes (euro, iene, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço) sendo utilizado por investidores para avaliar se a divisa dos EUA está se valorizando ou perdendo força no cenário internacional.
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No mercado de renda fixa, os rendimentos dos Treasuries, títulos da dívida pública dos EUA considerados os ativos mais seguros do mundo, avançavam pela quarta sessão consecutiva. Por volta das 8h (de Brasília), o rendimento da T-note de dois anos subia para 3,576%, enquanto o da T-note de dez anos avançava para 4,122%. Já o rendimento do T-bond de 30 anos recuava para 116,38%.
No mercado acionário, os contratos futuros das bolsas de Nova York operavam em queda na madrugada desta quinta-feira (5), após o fechamento positivo do pregão anterior em Wall Street. No mesmo horário, 8h, os futuros do Dow Jones caíam 0,24%, enquanto os do S&P 500 recuavam 0,09% e os do Nasdaq registravam baixa de 0,11%.
O sentimento mais cauteloso dos investidores reflete principalmente as incertezas relacionadas à guerra no Oriente Médio, além da expectativa pela divulgação de novos indicadores da economia norte-americana.
Entre os dados aguardados estão os pedidos semanais de auxílio-desemprego, que mostram quantas pessoas solicitaram o benefício pela primeira vez nos Estados Unidos e funcionam como um termômetro do mercado de trabalho, e os dados de custos de mão de obra, que ajudam a medir a evolução dos salários e possíveis pressões inflacionárias na economia.
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*Com informações do Sergio Caldas, da Broadcast
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Autor: Isabela Ortiz


