Eleição brasileira movimenta quase R$ 900 milhões em apostas com criptomoedas
As apostas sobre o resultado da eleição presidencial brasileira na Polymarket, plataforma que permite negociar contratos sobre eventos futuros com criptomoedas, continuam movimentando uma dinheirama.
Os mercados relacionados à disputa somam US$ 171,7 milhões (cerca de R$ 896 milhões) em volume negociado. Alguns já foram fechados após o resultado do primeiro turno, no domingo (4), mas outros continuam abertos.
O maior deles, que pergunta quem será o vencedor da eleição, concentra cerca de US$ 171 milhões. Atualmente, o contrato do senador Flávio Bolsonaro indica 82% de probabilidade de vitória, enquanto o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em 18%.
Quando esse mercado foi aberto, em setembro do ano passado, o cenário era bem diferente. Lula aparecia com 54%, enquanto Bolsonaro tinha 1,7%.
Ao longo dos últimos 12 meses, em meio à campanha eleitoral e às notícias políticas e econômicas, os preços dos contratos foram mudando até chegar ao cenário atual.
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Como funciona a Polymarket?
A Polymarket permite negociar contratos sobre praticamente qualquer evento com o pUSD, token lastreado em USDC, a segunda maior stablecoin do mercado, emitida pela Circle.
O sistema funciona assim: os usuários compram contratos de “sim” ou “não” para determinados cenários. O preço varia conforme as expectativas do mercado e, se o resultado escolhido acontecer, cada contrato vencedor paga US$ 1. Assim, quanto mais contratos o usuário comprar, maior será o possível ganho – e também a perda.
Apesar de existirem mercados relacionados ao Brasil na plataforma, usuários brasileiros não conseguem acessá-la normalmente a partir do país, a não ser por meio de redes privadas virtuais (VPNs, na sigla em inglês).
Em abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN), responsável por estabelecer diretrizes das políticas monetária, de crédito e cambial do país, proibiu instituições autorizadas pelo Banco Central de oferecer operações de derivativos relacionadas a eleições, eventos esportivos, jogos online, entre outros. A medida atingiu a operação da Polymarket no Brasil.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h
Bitcoin (BTC): +0,81%, US$ 85.939,48
Ethereum (ETH): +0,38%, US$ 2.711,87
BNB (BNB): +0,14%, US$ 789,99
XRP (XRP): +1,07%, US$ 1,51
Solana (SOL): -0,61%, US$ 120,53
Outros destaques do mercado cripto
Mais uma exchange fecha no Brasil. Mais uma exchange no Brasil fecha as portas em meio às novas regras do Banco Central, consideradas pesadas por parte do mercado. Foi a Bity (antiga Bitybank), que conta com uma base de 850 mil usuários e mais de R$ 1 bilhão em ativos sob custódia. A firma comunicou que firmou um acordo com o Mercado Bitcoin, que agora passa a atender seus clientes.
Petrobras e Cardano de mãos dadas. A Cardano Foundation, organização dedicada ao desenvolvimento do ecossistema da criptomoeda ADA, fechou duas parcerias com a Petrobras na área de pesquisa. Uma delas envolve combustível sustentável de aviação, alternativa com menor emissão de carbono que o combustível convencional de jatos. A outra trata do Diesel R, produzido pela Petrobras parcialmente a partir de matérias-primas renováveis.
OKX e NYSE vão tokenizar ações. A OKXICE, joint venture entre a exchange OKX e a Intercontinental Exchange, dona da Bolsa de Nova York (NYSE), pretende criar uma plataforma para negociar ações americanas tokenizadas. A proposta, apresentada à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês), prevê mais de 60 papéis de firmas listadas nos EUA, entre elas Nvidia, Apple, Microsoft, Amazon e Tesla.
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Autor: Lucas Gabriel Marins
