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IR: entenda o que muda na nova tabela e saiba o que ainda dá para fazer para reduzir o imposto em 2025

Com a proximidade do fim do ano, contribuintes já começam a se preparar para duas frentes do Imposto de Renda. De um lado, entram em vigor em 2026 as novas regras do IRPF, que ampliam a faixa de isenção e alteram a forma de cálculo do imposto na fonte.

De outro, quem vai declarar o IR em 2026 — sobre os rendimentos de 2025 — ainda pode aproveitar as últimas semanas do ano para reduzir a tributação, ajustar pendências e aumentar as chances de receber uma restituição maior. É que decisões tomadas agora podem fazer diferença significativa no imposto devido no próximo ano.

Ao mesmo tempo, entender com antecedência como funcionará a nova tabela de 2026 ajuda o contribuinte a se planejar para o próximo ciclo de declaração.

O que ainda dá para fazer em 2025 para reduzir o IR

Mesmo que a nova tabela passe a valer apenas em 2026, o contribuinte ainda pode tomar uma série de medidas até 31 de dezembro de 2025 para diminuir o imposto a pagar na declaração do próximo ano. Entre as mais relevantes estão:

  • Contribuir ao PGBL: aportes extras podem ser deduzidos até o limite de 12% da renda bruta anual tributável, reduzindo diretamente a base de cálculo do IR.
  • Fazer doações incentivadas: contribuintes que utilizam o modelo completo podem destinar até 6% do IR devido a projetos culturais, esportivos, audiovisuais e fundos sociais.
  • Organizar despesas dedutíveis: revisar recibos de saúde, educação, previdência oficial e dependentes ajuda a aproveitar integralmente as deduções permitidas pela Receita.
  • Ajustar o carnê-leão e retenções na fonte: quem recebe rendimentos de aluguéis, trabalhos autônomos ou outras fontes variáveis pode complementar pagamentos para evitar multa, juros e surpresas no acerto anual.
  • Compensar prejuízos em investimentos: é possível abater prejuízos acumulados de operações de renda variável — desde que dentro da mesma modalidade (comum ou day trade) — e reduzir o IR sobre ganhos tributáveis ainda em 2025.
  • Regularizar inconsistências: conferir informes de rendimentos, corrigir informações incompletas e atualizar dados cadastrais diminui o risco de cair na malha fina.

O que muda na tabela do IR em 2026

A principal mudança é a ampliação da faixa de isenção: a partir de janeiro de 2026, quem receber até R$ 5 mil por mês ficará isento do Imposto de Renda retido na fonte.

Para quem tiver renda mensal entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, será aplicado um desconto progressivo no imposto — proporcional à renda auferida dentro dessa faixa, de forma a suavizar a transição até a tributação normal.

Quem ganhar acima de R$ 7.350 estará sujeito à tributação tradicional progressiva, segundo as alíquotas vigentes (7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%). Como ainda não há documento oficial com a nova tabela detalhada dessas faixas mais altas, os limites exatos de base de cálculo e deduções devem ser acompanhados pela regulamentação da lei.

Tabela IRPF 2026

Faixa de renda mensal Tributação em 2026
Até R$ 5.000 Isento
R$ 5.000,01 a R$ 7.350 Desconto gradual
Acima de R$ 7.350 Aplicação da tabela progressiva (7,5% a 27,5%)

Quando as novas regras passam a valer

As novas regras entram em vigor em janeiro de 2026, impactando imediatamente os salários e a retenção do IR na fonte. No entanto, a tabela atualizada só será aplicada na declaração de 2027, referente ao ano-base 2026.

Já a declaração que os contribuintes entregarão em 2026 — sobre os rendimentos de 2025 — continuará seguindo as regras antigas, ainda vigentes até 31 de dezembro de 2025.

Quem deve pagar menos imposto

Os principais beneficiados pelas mudanças são os trabalhadores assalariados que ganham até R$ 5 mil, que passam a ser isentos do Imposto de Renda a partir de 2026.

Também devem sentir redução na carga tributária:

  • Contribuintes que recebem entre R$ 5.000 e R$ 7.350, faixa em que passa a valer o novo desconto gradual, reduzindo a tributação efetiva.
  • Famílias de renda baixa e média, que tendem a ter maior renda líquida disponível no orçamento mensal.
  • Quem opta pelo modelo simplificado também pode se beneficiar, já que o desconto padrão aplicado nesse formato tende a continuar atrativo em relação às deduções da declaração completa — especialmente com a ampliação da faixa de isenção e o novo mecanismo de desconto gradual, que reduzem a base de cálculo de muitos contribuintes.

Já contribuintes com rendimentos mais altos — que se enquadram nas faixas superiores da tabela progressiva — seguirão sujeitos às alíquotas tradicionais, que chegam a 27,5%, e devem sentir pouco impacto direto nas novas regras.

IR 2026: como se organizar para a declaração de 2027

Mesmo com a transição para a nova tabela a partir de 2026, a preparação para a declaração do ano seguinte continua essencial. Veja como se organizar desde já:

  • Guarde comprovantes e recibos: documentos referentes a despesas de saúde, educação, dependentes, previdência e doações devem ser armazenados com cuidado para evitar problemas na hora da declaração.
  • Simule os dois modelos de declaração: com a nova estrutura — incluindo o desconto gradual — a declaração simplificada pode se tornar ainda mais vantajosa para parte dos contribuintes. Fazer simulações antecipadas ajuda a evitar escolhas equivocadas.
  • Controle rendimentos variáveis: receitas adicionais, como bônus, PLR, trabalhos autônomos, aluguéis e lucros de investimentos, podem alterar sua faixa de tributação. O acompanhamento ao longo do ano reduz surpresas no ajuste anual.
  • Monitore contribuições previdenciárias: quem utiliza planos PGBL deve acompanhar o limite de dedução de 12% da renda bruta tributável para aproveitar plenamente o benefício fiscal.
  • Acompanhe atualizações da Receita Federal: os sistemas, regras operacionais e o programa da declaração serão atualizados para refletir a nova tabela. Seguir os comunicados oficiais ajuda a evitar erros ou inconsistências.

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Rafael Balsemão

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