Maha, controlada por gestora brasileira, compra fatia em campo petróleo na Venezuela
A Maha Capital, petroleira listada em Estocolmo e controlada pela gestora brasileira Starboard, exerceu o direito de adquirir uma participação de 24% em um campo de petróleo na Venezuela após a flexibilização de sanções pelos Estados Unidos.
A decisão veio depois que o Departamento do Tesouro americano autorizou, nesta semana, transações com a estatal PDVSA, abrindo caminho para a reativação de projetos no país.
O ativo em questão é o campo PetroUrdaneta, no Lago Maracaibo, onde a Maha tinha uma opção de compra sobre a fatia que pertencia à Novonor (ex-Odebrecht). A firma pagou US$ 5 milhões pela opção em 2023 e precisaria desembolsar outros US$ 5 milhões para exercê-la – uma aposta vista internamente como altamente assimétrica.
Com o exercício, a companhia vai transferir sua participação para subsidiárias nos Estados Unidos, estrutura necessária para operar sob a nova licença americana.
Hoje produzindo cerca de 2 mil barris por dia, o campo tem potencial para multiplicar esse volume. Segundo o chairman Paulo Mendonça, a produção pode chegar a 15 mil barris por dia no curto prazo, com espaço para expansão adicional após investimentos.
A tese vai além da produção: o petróleo leve do campo pode ser usado para misturar com o óleo pesado venezuelano, enquanto o gás natural serviria para abastecer operações na região – um modelo semelhante ao adotado pela Chevron em ativos vizinhos.
Para a Maha, o ativo pode ser transformacional. Estimativas internas indicam que a participação pode valer centenas de milhões de dólares em um cenário de normalização da Venezuela, frente a um investimento inicial relativamente baixo.
O movimento ocorre em meio à pressão sobre Washington para aliviar sanções ao país sul-americano, impulsionada pela alta recente dos preços de energia com o conflito no Irã.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original
Autor: Bloomberg