Mercados hoje: investidores acionam modo risco, após Trump pausar ataques ao Irã e falar em conversas “produtivas”
Bom dia!
Nesta segunda-feira (23), as preocupações com a inflação global haviam subido mais um degrau: mais cedo, o petróleo negociava acima de US$ 110 o barril, enquanto os juros americanos de 10 anos tinham superado os 4,4% ao ano, no maior patamar desde julho do ano passado. Isso antes de o presidente americano, Donald Trump, anunciar uma pausa de cinco dias nos ataques ao Irã e mencionar “negociações produtivas”com o país islâmico. A partir de então, os juros longos nos EUA passaram a recuar e os preços do petróleo entraram em queda. Por aqui, o investidor acompanha o boletim Focus, que pode sinalizar como o mercado absorveu tanto o corte de 0,25 da Selic quanto a comunicação do Banco Central sobre os rumos dos juros no país.
Enquanto você dormia…
- O pano de fundo segue sendo o conflito no Oriente Médio. O futuros das bolsas de Nova York passaram a subir com força após as declarações de Trump: às 8h45, o S&P 500 futuro tinha alta de +2,46% e o Nasdaq futuro subia +2,34%.
- Na Europa, as bolsas caem em bloco. O Stoxx 600 tem alta de +1,41%.
- Na Ásia, o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou em queda de -3,48%. O Hang Seng, de Hong, Kong, fechou em baixa de -3,54%.
- O índice dólar (DXY) recua -0,23% aos 99,51 pontos. O petróleo Brent cai -7,67% a US$ 103,41 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos ao redor de 4,352% ao ano.
Destaques do dia
- Petróleo se mantém no centro do pregão. O principal vetor desta segunda-feira vem da possibilidade de os EUA e o Irã alcançarem uma trégua, após declarações de Trump avalizarem que os países tem mantido negociações.
- O dia que tinha começado negativo mudou completamente. Os futuros das bolsas de Nova York sobem forte, indicando uma abertura positiva para os mercados.
- E daí? Para o Brasil, a retomada do movimento de diversificação internacional pode acelerar o fluxo de recursos estrangeiros ao país. Isso significa mais impulso para a bolsa e a melhora de humor dos investidores em geral.
Giro pelo mundo
- Trump negocia com Irã: o presidente americano anunciou uma pausa de cinco dias nos ataques ao Irã e mencionar “negociações produtivas”com o país islâmico.
- EUA se preparam para invasão?: o Pentágono estaria enviando milhares de fuzileiros navais adicionais para o Oriente Médio e fontes militares citaram ‘preparações intensas’ para o envio de tropas terrestres ao Irã.
- IEA no radar: a Agência Internacional de Energia discute eventual liberação de estoques estratégicos de petróleo caso a crise se intensifique — mercado monitora qualquer anúncio.
- BCE mais duro: dirigentes reforçaram que podem agir se a inflação de energia contaminar o restante da economia — falas seguem ao longo da semana.
Giro pelo Brasil
- Focus na mesa: boletim semanal do Banco Central ganha relevância após o corte recente da Selic para 14,75% — atenção às revisões de inflação e juros.
- IR 2026: começa o prazo de entrega da declaração, com envio até o fim de maio — programa já disponível para os contribuintes.
- Combustíveis: governo monitora impacto da alta global e avalia medidas para suavizar o preço do diesel — tema segue sensível.
Giro corporativo
- CSN: companhia fechou empréstimo de até US$ 1,4 bilhão para alongar dívidas e reforçar o caixa.
- Desktop: Claro acertou a compra do controle por R$ 4 bilhões, acelerando a consolidação da fibra no interior — negócio depende de aprovações regulatórias.
- Petrobras: refinarias seguem operando com alta utilização para reduzir pressão no mercado doméstico de combustíveis.
Agenda do dia
- 08:25: Focus — Banco Central. Termômetro das expectativas para inflação, câmbio, PIB e Selic.
- 10:45: PMI industrial dos EUA — indicador antecedente de atividade.
- 10:45: PMI de serviços dos EUA — leitura importante para o setor dominante da economia americana.
Ótima segunda-feira e bons negócios!
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original
Autor: Sérgio Tauhata
