Mercados hoje: prévia da inflação no Brasil e números da Vale concentram as atenções
Bom dia!
A terça-feira (27) já começa quente: tem escalada de tensões comerciais nos EUA lá fora, com o presidente Donal Trump ameaçando impor taxas extras de 25% sobre a Coreia do Sul; tem divulgação do IPCA-15, visto como a prévia da inflação oficial no Brasil; e , no campo corporativo, a Vale divulga os dados de produção e vendas dos últimos três meses de 2025. Enquanto isso, os investidores começam a contagem regressiva para as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do nosso próprio BC que ocorrem nesta quarta-feira (28). A cautela pode reduzir o ímpeto dos fluxos de fora para os emergentes, o que impacta na bolsa e no câmbio.
Enquanto você dormia…
- Os mercados globais tentam digerir o impacto das tarifas americanas, enquanto passam cada vez mais a focar na reunião do Fed que começa hoje e termina nesta quarta-feira (28). Às 7h30, os futuros das bolsas de Nova York se mantém em modo espera: o S&P 500 futuro está em alta de +0,24% e o Nasdaq futuro com subida de +0,54%, em meio às expectativas de balanços das firmas de tecnologia
- Na Europa, as bolsas olharam para ganhos em tecnologia e commodities, mas com ruídos vindos das políticas comerciais dos EUA. O Stoxx 600 sobe +0,27%.
- Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. O índice Nikkei, de Tóquio, terminou com ganho de +0,85%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu +1,35%.
- O índice dólar (DXY) segue estável aos 97,02 pontos. O petróleo Brent se mantém em alta de +0,23% a US$ 64,92. Os juros da Treasury de 10 anos sobem levemente aos 4,225% ao ano.
Destaques do dia
- Ouro bate níveis históricos em meio às turbulências geopolíticas. O preço do ouro ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 5.000 a onça e segue elevado nesta terça-feira em meio a uma combinação de incertezas geopolíticas e políticas protecionistas nos Estados Unidos.
- A sinalização de tarifas de 25% sobre produtos da Coreia do Sul e outras ameaças comerciais ampliam a procura por ativos de proteção.
- E daí? Isso aumenta o apetite por instrumentos defensivos em mercados emergentes e pode contagiar fluxos para ativos de commodities. No Brasil, pode reduzir o fluxo comprador da bolsa, influenciar no câmbio e reforçar a atenção em setores como mineração e commodities metálicas.
Giro pelo mundo
- Tarifas em foco: EUA elevam tarifas sobre a Coreia do Sul para 25% após impasse em acordo comercial, levando Seul a acelerar legislação e buscar diálogo com Washington.
- Metais preciosos: ouro e prata se mantêm próximos de recordes por demanda de refúgio em meio à volatilidade política e financeira global.
Giro pelo Brasil
- A Petrobras anunciou que vai reduzir em 5,2% o preço da gasolina vendida às distribuidoras. O novo preço passa a valer a partir desta terça-feira (27).
- Câmbio e juros: fluxo global por proteção e dados mistos nos EUA podem manter o dólar influente sobre taxa e câmbio locais.
Giro corporativo
- Embraer na Índia: a companhia anunciou nesta terça-feira (27) a intenção de instalar uma fábrica de aeronaves comerciais na Índia, a Embraer colocou o país na linha de frente da sua rota de crescimento.
- A fabricante brasileira assinou um acordo inicial com o grupo indiano Adani para montar por lá suas aeronaves comerciais — um passo que reforça a ambição de ganhar escala em um mercado que já figura entre os maiores do mundo em aviação civil.
- Pita Bread e Wickbold: a Pita Bread negocia a compra da Tá Pronto!, com exigência do CADE para liberar a fusão entre Bimbo e Wickbold — típica história de cadeias de valor no varejo alimentício brasileiro.
- Compra da CBA tem disputa acirrada: entrada da estatal chinesa Chinalco aumenta competitividade pelo controle da CBA, sinalizando interesse estrangeiro em ativos industriais brasileiros.
- A Vale divulga após o fechamento dos mercado os dados de produção e vendas no quarto trimestre de 2025. A expectativa é de confirmação da meta divulgada pela mineradora de uma produção de 335 milhões de toneladas.
Agenda do dia
- 09:00: IPCA-15 (Ibge) – a prévia da inflação oficial no Brasil de janeiro pode mostrar desaceleração com queda de preços de combustíveis.
- 10:00: Confiança do consumidor – Zona do Euro: retrato do consumo europeu.
- 11:00: Produção industrial – Brasil (IBGE): medida de atividade econômica local.
- 12:00: Confiança do consumidor EUA (jan) – termômetro da atividade futura.
- 16:00: Discurso do presidente dos EUA, Donald Trump.
- Balanços EUA: antes da abertura: Louis Vuitton, Boeing, United Health e American Airlines. Depois do fechamento: General Motors.
Ótima terça-feira e bons negócios!
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Sérgio Tauhata
