Pagamentos com cartões cripto passam de US$ 1 bilhão
Os pagamentos feitos com cartões de criptomoedas estão crescendo a galope no mundo.
Em julho, foram US$ 1,03 bilhão em gastos, segundo dados da Paymentscan, plataforma que acompanha o setor. O valor é três vezes maior do que o registrado no mesmo mês do ano passado. Agora, em agosto, os gastos com esses produtos já chegaram a US$ 785 milhões.
É pouco quando comparado ao volume das gigantes de pagamentos, como a Visa, claro. Só no último trimestre, a multinacional americana registrou cerca de US$ 4 trilhões em volume de pagamentos – uma média de US$ 1,33 trilhão por mês. Mas já mostra uma tendência.
Tanto que a Visa não vê o avanço dos cartões ligados a cripto como uma ameaça. Muito pelo contrário. Em junho, a firma afirmou que já tinha mais de 160 programas de cartões vinculados a stablecoins (os tokens atrelados a outros ativos, como o dólar)
E falando em stablecoins… Segundo dados da a16z crypto, braço cripto da firma de capital de risco Andreessen Horowitz, esses ativos digitais, especialmente os lastreados em dólar, representam cerca de 70% das transações monitoradas de pagamentos.
Em julho, por exemplo, a USDC, stablecoin emitida pela Circle, respondeu por 50,8% do volume total, enquanto a USDT, da Tether, ficou com outros 20,3%.
“Os cartões de criptomoedas ampliam o acesso das pessoas a contas em dólares americanos em todo o mundo e oferecem uma maneira conveniente para os detentores de stablecoins realizarem transações”, diz a a16z em relatório.
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Plus no Brasil
Há três principais tipos de cartões cripto: débito, crédito e híbrido, que combina as duas funções. Falamos um pouco sobre esses produtos nesta matéria aqui, publicada no ano passado.
No Brasil, já há dezenas de cartões desse tipo, oferecidos por diferentes exchanges. E por aqui eles têm uma vantagem: alguns podem ser usados em compras internacionais sem a cobrança de IOF.
Mas esse cenário de não pagamento de impostos pode mudar. Com a nova regulamentação do Banco Central para ativos virtuais, que entrou em vigor neste ano, algumas operações com criptomoedas passaram a integrar o mercado de câmbio.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h.
Bitcoin (BTC): +1,19%, US$ 77.711,48
Ethereum (ETH): +2,08%, US$ 2.468,43
BNB (BNB): +1,26%, US$ 699,06
XRP (XRP): -0,32%, US$ 1,47
Solana (SOL): +0,95%, US$ 94,64
Outros destaques do mercado cripto
Tokenização chega ao TCU. Depois de dar um pulo na gringa para falar de tokenização, como mostramos aqui, o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo, também esteve no Tribunal de Contas da União (TCU) para tratar do assunto pop. Na conversa, ele apresentou um modelo baseado em inteligência artificial (IA) para aprimorar a supervisão da autarquia e falou sobre a criação do Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT).
Treta entre Tether e Uruguai. A Tether, emissora da stablecoin USDT, abandonou um projeto de mineração de bitcoin no Uruguai que teria recebido cerca de US$ 120 milhões, segundo a agência de notícias Reuters. O motivo foi um impasse com a estatal de energia UTE. As duas partes divergiram sobre o limite de eletricidade das operações, que acabaram sem energia após o não pagamento das contas.
Bilionário sugere ter “um pouco de bitcoin”. Ray Dalio é considerado um dos investidores mais bem-sucedidos da história. Pois o bilionário voltou a falar sobre cripto Segundo ele, o risco de menor demanda por títulos americanos pode pressionar o dólar e tornar ativos como ouro e BTC mais atraentes. Dalio sugeriu reduzir a exposição a bonds, manter de 10% a 15% do portfólio em ouro e ter “um pouco de bitcoin”, embora não tenha definido uma fatia específica para a criptomoeda.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins