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Participação do Brasil em fundos globais cai em fevereiro após atrair gigantes de Wall Street

Depois de atrair pesos pesados de Wall Street no fim do ano passado, o Brasil voltou a diminuir o peso nos fundos globais. A participação do País no índice MSCI Emerging Markets (MSCI EM) – uma das principais referências para investidores estrangeiros – caiu para 4,56% ao fim de fevereiro, contra 4,63% em janeiro, conforme relatório da gigante de índices de ações.

O início do ano foi marcado por um rali no mercado acionário doméstico. O Brasil se beneficiou da busca por maior diversificação dos investidores estrangeiros, em meio às políticas do presidente Donald Trump, ao dólar mais fraco e à expectativa de início da queda dos juros no País. Esse ambiente permitiu que a participação verde-amarela alcançasse o maior patamar desde outubro de 2021.

Peso do Brasil no MSCI EM

Ano Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro
2024 5,726% 5,464% 5,230% 4,965% 4,661% 4,246% 4,322% 4,503% 4,834% 4,772% 4,497% 4,066%
2025 4,49% 4,24% 4,41% 4,55% 4,36% 4,43% 4,06% 4,38% 4,31% 4,17% 4,60% 4,32%
2026 4,63% 4,56%

Fonte: MSCI Inc.

Antecipando-se a este movimento, fundos americanos ampliaram a presença no Brasil no fim de 2025. Nomes como a Renaissance Technologies, de Jim Simons, a Duquesne Family Office, gestora do investidor americano Stanley Druckenmiller, que administra mais de US$ 4 bilhões, elevaram suas exposições tanto ao País quanto a firmas brasileiras, conforme relatórios enviados à Securities and Exchange Commission (SEC), que regula o mercado de capitais dos Estados Unidos.

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Mas megainvestidores como George Soros, Warren Buffett, Carl Icahn e Bill Ackman seguiram evitando o Brasil. Ainda assim, fevereiro representou o melhor saldo de investimento estrangeiro na B3, de R$ 15,4 bilhões, para o mês desde o rali de 2022, quando a bolsa brasileira atraiu R$ 30,129 bilhões dos bolsos gringos. No acumulado de 2026, contudo, a retirada de capital estrangeiro da B3 soma R$ 30,555 bilhões.

Para o Morgan Stanley, o salto dos preços do petróleo no mercado internacional por conta da escalada de conflitos no Oriente Médio é positivo para as contas externas e fiscais do Brasil. O banco calcula um impacto positivo de R$ 8 bilhões em receitas fiscais. Por outro lado, a guerra pode causar um impacto negativo, mas limitado no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e pressionar a inflação para cima, segundo o Morgan. Apesar disso, o banco americano reiterou a expectativa de que o Banco Central (BC) inicia o ciclo de flexibilização monetária neste mês com um corte de 0,50 ponto porcentual.

“Dependendo de quão sustentado for o choque nos preços do petróleo, se ele elevar as taxas de juros globais, isso poderia limitar o espaço para flexibilização no Brasil, mas mais para o fim do ano”, dizem os economistas do Morgan Stanley, em relatório publicado hoje (4).

 

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Estadão Conteúdo

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