Prévia da agenda: Ibovespa inicia sessão após queda em dia de indicadores no Brasil e no exterior
A sexta-feira (14) será marcada por uma agenda econômica concentrada em indicadores de atividade no Brasil e dados relevantes no exterior. Por aqui, o destaque é a divulgação do Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) de novembro pela Fundação Getulio Vargas (FGV) logo cedo, seguida pela Pnad Contínua trimestral do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que atualiza o retrato do mercado de trabalho no terceiro trimestre. Os números podem influenciar a leitura sobre o ritmo da economia no fim do ano e as expectativas para 2026.
A agenda corporativa também segue movimentada, com novos resultados no setor de energia e infraestrutura, enquanto investidores monitoram os desdobramentos da Reunião Trimestral do Banco Central com economistas, realizada em São Paulo. Em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de um evento com debates sobre política fiscal e perspectivas para a economia.
No exterior, a atenção se volta para a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre da Zona do Euro, indicador importante para medir o fôlego da atividade no bloco em meio ao ambiente de juros elevados. Nos Estados Unidos, os investidores aguardam os números de vendas no varejo e do Índice de Preços ao Produtor (PPI), ambos referentes a outubro, que ajudam a calibrar expectativas para a política monetária do Federal Reserve.
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Ao longo do dia, discursos de dirigentes do Federal Reserve System (Fed) podem acrescentar volatilidade aos mercados internacionais, especialmente após sinalizações recentes sobre o rumo dos juros americanos. Confira abaixo os principais horários das divulgações desta sexta-feira, sempre no horário de Brasília.
Indicadores do dia — sexta-feira (14/11)
Brasil
• 08h00 – FGV: IGP-10 (novembro)
• 09h00 – IBGE: Pnad Contínua trimestral (3º tri)
Zona do Euro
• 07h00 – PIB (3º trimestre)
Estados Unidos
• 10h30 – Vendas no varejo (outubro)
• 10h30 – Índice de Preços ao Produtor – PPI (outubro)
Retrospectiva do pregão anterior (13/11): Ibovespa recua com realização, pressão externa e quedas concentradas
O Ibovespa encerrou a sessão de quinta-feira (13) em queda, refletindo um ambiente de maior cautela tanto no Brasil quanto no exterior. O índice recuou 0,3%, aos 157.162,43 pontos, após oscilar entre a máxima de 158.319,14 e a mínima de 156.509,44 pontos. O movimento foi marcado por realização de lucros após uma sequência de avanços e por fatores externos que ampliaram a aversão ao risco. O volume negociado somou R$ 29,1 bilhões.
Entre os pesos pesados do índice, Vale (VALE3) caiu 0,14%, enquanto Petrobras avançou; PETR3 subiu 0,9% e PETR4, 0,43%. A sessão também foi marcada por forte pressão das Bolsas americanas: S&P 500, Dow Jones e Nasdaq recuaram 1,66%, 1,65% e 2,29%, respectivamente. O chamado “índice do medo”, o VIX, saltou 14,33%, para 20,06 pontos, reforçando o tom negativo após um pregão dominado por quedas acentuadas em firmas de tecnologia, como Tesla (-6,64%), Oracle (-4,15%), Nvidia (-3,58%) e Intel (-5,23%).
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Segundo analistas, o desempenho mais fraco do Ibovespa também refletiu o impacto concentrado de algumas firmas do índice. A Hapvida (HAPV3) liderou as perdas, despencando 42,21% após um balanço que trouxe lucro ajustado, mas prejuízo na métrica sem ajustes. Raízen (RAIZ4) caiu 6,45% e Braskem (BRKM5), 4,89%.
No lado positivo, MRV (MRVE3) liderou os ganhos do dia, avançando 5,16% após reportar lucro líquido seis vezes maior no trimestre. Allos (ALOS3) subiu 4,58%, impulsionada por projeções de dividendos mais robustas para 2026, enquanto MBRF (MBRF3) ganhou 4,36%.
O ambiente externo também influenciou o câmbio: o dólar avançou 0,1%, a R$ 5,2983, diante de sinais de menor demanda por Treasuries em leilão, o que aumentou a pressão sobre moedas emergentes, incluindo o real.
No campo técnico, análises gráficas mostraram que o Ibovespa se aproximou da região dos 153.300 pontos, indicando um possível movimento corretivo após recentes altas. Com isso, o mercado entra no pregão de hoje monitorando novos vetores; como indicadores econômicos, balanços corporativos e o comportamento das bolsas internacionais; para definir a direção da próxima etapa do índice.
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Autor: Rafaela Navarro