Raízen fecha trimestre com prejuízo de R$ 15,6 bilhões e dívida líquida vai a R$ 55,3 bilhões
A Raízen reportou no fim da noite desta quinta-feira (12) um prejuízo líquido de R$ 15,6 bilhões no terceiro trimestre da safra 2025/26, pressionado por um impairment de R$ 11,1 bilhões, refletindo a revisão das premissas de recuperabilidade – como taxa de desconto e risco de crédito – após a deterioração do perfil de rating; um ajuste contábil sem efeito de caixa.
Segundo a companhia, desconsiderando esse efeito não recorrente e sem impacto de caixa, a companhia teria registrado prejuízo de cerca de R$ 4,5 bilhões, refletindo o menor desempenho do negócio de açúcar e etanol e o aumento das despesas financeiras.
Nos nove meses do ano-safra 2025/26, o prejuízo da Raízen chega a R$ 19,8 bilhões.
Estrutura de capital
A dívida líquida encerrou dezembro em R$ 55,3 bilhões, alta de 43% em 12 meses. A alavancagem medida por dívida líquida pelo Ebitda ajustado em 12 meses subiu para 5,3 vezes, contra 3,0 vezes um ano antes, mantendo a estrutura de capital pressionada. A dívida bruta está um pouco acima dos R$ 70 bilhões.
A companhia reafirmou que contratou assessores monetários e jurídicos para avaliar alternativas estruturais e conduzir negociações com credores.
Afirmou aind que, as conversas serão feitas um processo feito em conjunto com os acionistas controladores, Shell e Cosan, que se comprometeram a participar de “uma solução de capital”.
A Raízen encerrou o trimestre com R$ 17,3 bilhões em caixa e ainda espera receber cerca de R$ 1,5 bilhão de desinvestimentos já anunciados. A companhia já pagou R$ 7,6 bilhões em juros neste ano-safra.
Operacional
O resultado operacional (Ebitda) ajustado somou R$ 3,15 bilhões no trimestre, queda de 3,3% na comparação anual. A operação de distribuição de combustíveis no Brasil foi o principal destaque positivo, com alta de 50% no Ebitda ajustado, impulsionada por expansão de volumes e melhora de margens em um ambiente que a companhia descreve como “mais favorável após avanços no combate ao mercado irregular”.
Já o segmento de etanol, açúcar e bioenergia sofreu com menor moagem de cana, preços mais baixos do açúcar e redução de volumes de etanol.
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Autor: Rikardy Tooge