GM cria plano de US$ 4,5 bilhões para garantir fornecimento de peças críticas
A General Motors montou um plano para garantir o fornecimento de até US$ 4,5 bilhões em peças automotivas consideradas críticas, numa tentativa de proteger a produção contra choques de oferta provocados por eventos como condições climáticas extremas, desastres naturais e ataques cibernéticos.
A montadora fechou um acordo com a Procura Auto Parts, que comprará estoques de peças de fornecedores estratégicos e antecipará os recursos necessários para essas aquisições, segundo documento enviado pela GM aos órgãos reguladores nesta terça-feira (11).
A companhia pagará à Procura juros e taxas antecipadamente e desembolsará o valor das peças à medida que precisar delas. Os próprios fornecedores ficarão responsáveis por armazenar os estoques.
A iniciativa é uma resposta a uma série de interrupções na cadeia de suprimentos nos últimos anos que chegaram a paralisar fábricas de várias montadoras.
A pandemia de Covid-19 e a escassez de semicondutores que veio em seguida expuseram a vulnerabilidade do modelo de produção baseado em estoques reduzidos e entregas “just in time”: a falta repentina de um único componente pode interromper linhas inteiras de montagem e gerar prejuízos elevados.
A GM não informou quais peças pretende assegurar por meio do programa. No passado, a firma já teve de reduzir a produção por falta de chips e passou a adotar medidas para garantir o abastecimento tanto de semicondutores quanto de metais de terras raras.
A Procura obterá junto a bancos os recursos necessários para comprar as peças destinadas à GM. Entre as instituições envolvidas estão JPMorgan Chase e Banco Santander, de acordo com o documento.
A Procura cobrará da GM juros anuais de 1,55% acima da Secured Overnight Financing Rate (Sofr), atualmente em cerca de 3,6%. A montadora também pagará uma taxa anual equivalente a 0,25% sobre a parcela média diária não utilizada da linha de crédito, segundo o documento.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original
Autor: Bloomberg
